A Polícia Federal (PF) analisa um volume de 25 mil páginas de documentos para apurar a origem dos recursos que financiaram o filme "Dark Horse", orçado em R$ 75 milhões. A investigação foca nas verbas privadas repassadas à produtora Go Up Entertainment e na existência de possível lavagem de dinheiro e evasão de divisas nas transações.

O inquérito, que corre sob sigilo, busca mapear o caminho do dinheiro desde os financiadores até a sua aplicação final na produção audiovisual. O material sob análise inclui dados de quebras de sigilo bancário e fiscal, além de comunicações internas da empresa responsável pelo longa.

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O que a Polícia Federal investiga?

A Polícia Federal investiga a origem de R$ 75 milhões em recursos privados utilizados no financiamento do filme "Dark Horse", produzido pela Go Up Entertainment. A apuração foca em repasses de R$ 61 milhões feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, figura central no caso, para determinar se houve lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O objetivo central é confirmar a legalidade das operações e garantir que os montantes declarados correspondam aos valores efetivamente movimentados e investidos. A análise minuciosa dos documentos é o primeiro passo para confrontar as informações prestadas pelos envolvidos.

Qual o foco da apuração sobre o filme?

A apuração da PF se concentra em frentes principais para entender a estrutura financeira por trás da produção do filme. Os investigadores trabalham para esclarecer pontos-chave que envolvem tanto a captação quanto o uso dos recursos milionários.

Os principais pontos de verificação incluem:

  • A origem dos recursos: identificar quem são os investidores privados, pessoas físicas ou jurídicas, e verificar a legalidade das transferências financeiras para a produtora.

  • A aplicação das verbas: checar se o valor declarado de R$ 75 milhões foi efetivamente usado na produção do filme ou se parte dele pode ter sido desviada para outros fins.

  • O destino do dinheiro: apurar se os recursos foram direcionados ao fundo Havengate, nos Estados Unidos, e a possível conexão com o custeio da permanência de Eduardo Bolsonaro no país.

Entenda o embate entre Nikolas Ferreira e Mário Frias

A investigação ganhou maior visibilidade após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) cobrar publicamente uma prestação de contas da produtora Go Up Entertainment. A empresa tem como um de seus responsáveis o ex-secretário de Cultura e atual deputado federal (PL-SP) Mário Frias.

Ferreira questionou a transparência no uso dos recursos, o que gerou um atrito político e trocas de acusações públicas com Frias. A cobrança do deputado aumentou a pressão por mais clareza sobre como os R$ 75 milhões foram captados e administrados pela produtora.

Quais são os próximos passos da investigação?

Após a análise completa das 25 mil páginas de documentos, os investigadores da Polícia Federal poderão convocar novas testemunhas para prestar depoimento. A depender das conclusões da perícia financeira e contábil, os responsáveis pela produtora e pelos investimentos podem ser chamados para dar explicações formais.

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Caso sejam encontrados indícios de crimes financeiros, como lavagem de dinheiro, os envolvidos poderão ser indiciados. A expectativa é que essa fase de análise documental dure alguns meses antes que o inquérito avance para novas diligências.


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