VANDALISMO

Imagem de Santa Dulce dos Pobres é destruída dentro de igreja em Salvador

A Paróquia Jesus Cristo Ressuscitado informou que 'está tomando as providências necessárias diante do ocorrido, junto à Arquidiocese de Salvador, e buscando esclarecer as circunstâncias do caso'

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A imagem de Santa Dulce dos Pobres, que é baiana, foi encontrada destruída em uma igreja em Salvador (BA). O caso ocorreu na Paróquia Jesus Cristo Ressuscitado, comandada pelo padre Marcos Studart, que fica no Bairro Plataforma. A peça estava caída no chão, partida em vários pedaços.

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Segundo informações levantadas pela paróquia, "uma pessoa entrou na igreja por volta das 15h, retirou a imagem do altar lateral e a levou para o espaço entre a mesa eucarística e o sacrário, onde a quebrou".

Em nota divulgada nas redes sociais, a igreja ainda informou que "está tomando as providências necessárias diante do ocorrido, junto à Arquidiocese de Salvador, e buscando esclarecer as circunstâncias do caso". A pessoa que teria quebrado a imagem ainda não foi identificada.

Os comentários no post da Paróquia Jesus Cristo Ressuscitado mostram a revolta e a indignação de fiéis. "Por que não direcionam o ódio contra o mal? Que vergonha!", escreveu Vanessa Cunha, que disse nem ser católica. Adriana Oliveira também se manifestou: "Estou em lágrimas aqui sabendo que vandalizaram a nossa comunidade".

Quem foi Santa Dulce dos Pobres

Segundo o site Vatican News, Santa Dulce dos Pobres nasceu Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, em 26 de maio de 1914, em Salvador (BA). Em 1921, aos sete anos, ficou órfã de mãe e, aos 13 anos, graças à influência da sua família e ao seu senso de justiça, passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando-a em um pequeno “centro de atendimento”, que ficou conhecido como “Portaria de São Francisco”.

Santa Dulce dos Pobres nasceu em Salvador e foi canonizada pelo Papa Francisco
Santa Dulce dos Pobres nasceu em Salvador e foi canonizada pelo Papa Francisco Paróquia Jesus Cristo Ressuscitado/Divulgação

Na época, ao visitar com sua tia bairros onde moravam os pobres e excluídos, Maria Rita começou a manifestar, pela primeira vez, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Em 8 de fevereiro de 1933, Maria Rita entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe, onde mudou seu nome para Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe. Seu pensamento estava sempre voltado para o trabalho com os pobres, tanto que ficou conhecida como "Anjo bom da Bahia" e "Irmã Dulce dos pobres".

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O processo de canonização de Irmã Dulce teve início em janeiro de 2000. Em setembro de 2019, por ocasião da sua canonização, presidida pelo Papa Francisco, a Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, hoje, Santuário Santa Dulce dos Pobres, foi reformado, ganhando um túmulo de vidro com uma efígie dela, em tamanho real.

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