Vereador, PM e suposto líder do PCC são alvos de operação
Entre os presos está um morador de um condomínio de luxo da cidade. Ele é suspeito de integrar o núcleo de comando e lavagem de dinheiro da facção
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FOLHAPRESS - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Polícia Militar (PM) prenderam na manhã desta terça-feira (15/9) seis suspeitos de integrar o PCC em Itatiba, no interior de São Paulo.
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Entre os presos está um morador de um condomínio de luxo da cidade. Ele é suspeito de integrar o núcleo de comando e lavagem de dinheiro da facção.
Durante o período da investigação, o homem teria comprado e negociado mais de 20 veículos de alto padrão, como Lamborghini, Ferrari e Porsche.
A Operação Nexus cumpre também mandados de busca e apreensão na casa de um vereador da cidade e na Câmara Municipal. O político, que não teve o nome divulgado, é suspeito de integrar o núcleo de monitoramento da organização criminosa. A reportagem tentou contato com a Câmara Municipal por email e por telefone, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
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Ao todo são cumpridos 26 mandados de busca e apreensão - 23 em Itatiba e três em Campinas.
Segundo o Ministério Público, a ação atinge o comando e a lavagem de dinheiro, o gerenciamento operacional, o monitoramento e a vigilância, o abastecimento e a distribuição, a logística e o suporte e, por fim, pontos de venda de drogas da organização criminosa.
Investigação
A investigação descobriu em Itatiba um sistema de monitoramento, 24 horas por dia, que permite ao grupo a adoção de medidas imediatas para ocultação de drogas, dispersão dos vendedores e interrupção temporária das atividades quando há a aproximação das forças de segurança.
Outros mandados de busca, também em Itatiba, são cumpridos pela Corregedoria da Polícia Militar contra um policial militar, investigado por ter relação com o alvo principal da operação.
Três lojas de veículos, duas em Itatiba e uma em Campinas, também são alvos da operação, por suspeita de lavagem de dinheiro. Um dos investigados é suspeito atuaria como uma espécie de banco do traficante, com pagamentos que superam R$ 2 milhões.
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Promotores de Justiça e 160 policias militares participam da operação, que tem o apoio do helicóptero Águia da PM e de cães de faro.