Três funcionários terceirizados morreram após serem atacados a facadas por um colega de trabalho dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), na manhã de sábado (1º/8). O suspeito foi preso em flagrante, mas morreu horas depois na carceragem do 2º Distrito Policial da cidade, em um caso tratado pela Polícia Civil como suicídio.

A repercussão do crime levou a Bombril a figurar entre os assuntos mais pesquisados do Google Brasil neste domingo. Segundo o Google Trends, as buscas pelo termo "Bombril" cresceram mais de 1.000% nas últimas 24 horas.

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O crime aconteceu por volta das 5h50, na unidade da empresa localizada no bairro Rudge Ramos, às margens da Rodovia Anchieta. De acordo com a Polícia Militar, um funcionário terceirizado esfaqueou três colegas de trabalho dentro das dependências da fábrica. Após ser preso em flagrante, ele morreu na carceragem do 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a morte é tratada como suicídio.

Quem era o autor do ataque

Segundo a polícia, o suspeito foi identificado como Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, operador de empilhadeira e funcionário da empresa de logística TPC, prestadora de serviços da Bombril.

As investigações apontam que ele estava de folga e foi até a fábrica com a intenção de cometer o crime.

Após o ataque, Claudio foi contido no local e preso pela Polícia Militar. De acordo com testemunhas, ele aguardou a chegada dos policiais sentado e ainda segurando a faca utilizada no crime. O homem foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde morreu horas depois. A SSP informou que a Corregedoria da Polícia Civil foi acionada para investigar as circunstâncias do suicídio.

Quem são as vítimas

As vítimas identificadas pela polícia são:

  • Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, supervisor;
  • José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, conferente;
  • Douglas Souza Vieira, de 39 anos, operador de empilhadeira.

Os quatro trabalhadores eram empregados da TPC e prestavam serviços dentro da fábrica da Bombril.

Segundo o boletim de ocorrência, José Guilherme foi a primeira vítima. Em seguida, Claudio atacou Douglas. Inicialmente, colegas acreditaram que se tratava de uma briga, mas perceberam a gravidade da situação ao notar que o agressor estava armado com uma faca.

Edvaldo tentou impedir o ataque e chegou a arremessar uma cadeira contra o agressor, pedindo que ele parasse. No entanto, também foi atingido por golpes de faca e morreu no local.

Douglas ainda tentou fugir pelas escadas, mas caiu e foi alcançado. Testemunhas relataram à polícia que o agressor continuou desferindo golpes contra a vítima enquanto dizia frases como "Vai tirar brincadeira comigo?" e "Vai mexer com quem está quieto?".

Outro funcionário que também teria sido ameaçado conseguiu chegar até a portaria da fábrica e acionou a Polícia Militar.

Bullying é uma das linhas de investigação

A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil. O boletim de ocorrência registra que testemunhas afirmaram que Claudio Henrique da Silva seria alvo de bullying praticado por dois dos colegas mortos. Essa hipótese é considerada uma das linhas de investigação, mas ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Em depoimento à polícia, um colega descreveu Claudio como um funcionário quieto, assíduo e sem histórico de problemas disciplinares. A testemunha afirmou acreditar que ele poderia estar enfrentando algum problema relacionado à saúde mental.

As investigações seguem sob responsabilidade da equipe de homicídios da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de São Bernardo do Campo.

O que dizem a Bombril e a TPC

Em nota, a Bombril informou que acompanha a atuação da TPC junto às famílias das vítimas para prestar assistência e acolhimento.

A empresa afirmou ainda que acionou imediatamente os órgãos responsáveis, está colaborando com as investigações e repudiou o ataque.

A companhia também ressaltou que mantém um canal de denúncias para casos de bullying, assédio e outras condutas inadequadas envolvendo funcionários próprios e terceirizados. Segundo a empresa, não havia registros de denúncias relacionadas aos envolvidos no episódio.

Já a TPC lamentou profundamente o ocorrido, manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e informou que iniciou uma apuração interna paralelamente às investigações conduzidas pela polícia.

Segundo a empresa, suas equipes prestam apoio aos familiares desde os primeiros momentos após o ataque e colaboram integralmente com as autoridades para esclarecer o caso.

Investigações continuam

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a dinâmica do triplo homicídio, esclarecer a motivação do ataque e verificar as circunstâncias relatadas por testemunhas, incluindo a hipótese de que o suspeito sofria bullying no ambiente de trabalho.

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Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Civil investiga a morte de Claudio Henrique da Silva dentro da carceragem do 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, após a SSP informar que ele atentou contra a própria vida enquanto estava preso.

O que fazer em caso de ideação suicida?

  1. Busque ajuda profissional imediatamente - Procure um psicólogo, psiquiatra ou vá até um pronto atendimento;
  2. Ligue para um canal de apoio - o CVV (Centro de Valorização à Vida) é gratuito, sigiloso e está disponível 24 horas por dia. O número é 188;
  3. Não ignore os sinais - Ideação suicida é um sinal sério. Mesmo que pareça passageira, merece cuidado, acolhimento e tratamento;
  4. Lembre-se: você não está sozinho - Há saída, há tratamento e há pessoas dispostas a te ajudar a atravessar esse momento.
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