Com a proximidade das eleições de 2026, marcadas para 4 de outubro (1º turno) e 25 de outubro (eventual 2º turno), e com as convenções partidárias ocorrendo entre 20 de julho e 5 de agosto, o eleitor pode usar ferramentas digitais para ir além das promessas e investigar o histórico de quem disputa seu voto. Usando apenas o celular, é possível consultar informações cruciais antes de decidir em quem votar.
A principal fonte de dados é o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disponibiliza ferramentas para que qualquer cidadão possa fiscalizar a vida pregressa dos políticos. Essa verificação ajuda a entender se o candidato responde a processos ou possui alguma pendência com a Justiça que possa comprometer um futuro mandato.
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O período ideal para realizar a consulta é após o fim das convenções partidárias, quando as candidaturas são oficializadas e todas as informações, incluindo as certidões, estão disponíveis e atualizadas no sistema do TSE.
O que significa ser um político 'ficha suja'?
Um político é considerado "ficha suja" quando se enquadra nos critérios de inelegibilidade da Lei Complementar 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa. A legislação torna inelegível por oito anos quem teve o mandato cassado, renunciou para evitar a cassação ou foi condenado por um órgão judicial colegiado (tribunais ou instâncias superiores) por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, abuso de poder econômico, compra de votos e outros delitos contra a administração pública.
Como pesquisar o histórico de um candidato?
O eleitor pode usar plataformas digitais gratuitas para fazer a checagem. Os sistemas reúnem desde a declaração de bens até certidões criminais, oferecendo um panorama completo sobre quem pede seu voto. A consulta é simples e pode ser feita diretamente pelo navegador do smartphone.
Ferramentas para checar a ficha de candidatos
O processo de verificação é concentrado em algumas fontes oficiais. Conheça as principais plataformas para consultar o histórico dos políticos:
DivulgaCandContas: é o sistema oficial do TSE para a divulgação das candidaturas em todo o Brasil. Nele, o eleitor encontra informações detalhadas, como dados pessoais, declaração de bens, propostas de governo e, o mais importante, as certidões criminais apresentadas à Justiça Eleitoral.
Aplicativo Pardal: também desenvolvido pelo TSE, essa ferramenta permite que os cidadãos denunciem irregularidades durante a campanha eleitoral, como propaganda indevida. Embora seu foco seja a fiscalização da campanha, é um canal direto de participação popular.
Portais de Transparência: sites dos governos federal, estadual e municipais permitem verificar como um político já em exercício utilizou verbas públicas, incluindo gastos com assessores e emendas parlamentares. A consulta ajuda a avaliar a gestão de recursos públicos.
Sites dos Tribunais de Justiça: pesquisar o nome completo do candidato nos portais do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e de tribunais superiores pode revelar processos que não necessariamente levam à inelegibilidade, mas que são de interesse do eleitor.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
