Mapa da violência: conheça as 50 cidades mais perigosas do Brasil
Anuário de Segurança Pública revela a lista completa; entenda por que municípios de médio porte, e não as grandes capitais, lideram o ranking
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O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 revelou um retrato detalhado da violência no país ao listar as 50 cidades mais perigosas. O levantamento tem como base as taxas de mortes violentas intencionais (MVI) por 100 mil habitantes, um indicador que ajuda a entender onde o problema é mais grave.
A categoria MVI, considerada uma das mais confiáveis para medir a violência letal, engloba mortes violentas intencionais (MVI), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. A análise dos dados mostra que a violência se concentra em locais onde o Estado tem menor presença e o crime organizado ocupa mais espaço.
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O estudo aponta uma forte concentração de municípios das regiões Nordeste e Norte na lista. O dado mais revelador é que muitas dessas cidades não são capitais, o que contraria a percepção de que a violência extrema se limita às grandes metrópoles.
Jequié (BA)
Santo Antônio de Jesus (BA)
Simões Filho (BA)
Camaçari (BA)
Cabo de Santo Agostinho (PE)
Sorriso (MT)
Altamira (PA)
Macapá (AP)
Feira de Santana (BA)
Juazeiro (BA)
Teixeira de Freitas (BA)
Salvador (BA)
Mossoró (RN)
Ilhéus (BA)
Itaituba (PA)
Itaguaí (RJ)
Queimados (RJ)
Luís Eduardo Magalhães (BA)
Eunápolis (BA)
Santa Rita (PB)
Maracanaú (CE)
Angra dos Reis (RJ)
Manaus (AM)
Rio Grande (RS)
Alagoinhas (BA)
Marabá (PA)
Vitória de Santo Antão (PE)
Itabaiana (SE)
Caucaia (CE)
São Lourenço da Mata (PE)
Santana (AP)
Paragominas (PA)
Patos (PB)
Paranaguá (PR)
Parauapebas (PA)
Macaé (RJ)
Caxias (MA)
Parnaíba (PI)
Garanhuns (PE)
São Gonçalo do Amarante (RN)
Alvorada (RS)
Jaboatão dos Guararapes (PE)
Duque de Caxias (RJ)
Almirante Tamandaré (PR)
Castanhal (PA)
Campo Largo (PR)
Porto Velho (RO)
Ji-Paraná (RO)
Belford Roxo (RJ)
Marituba (PA)
Por que cidades de médio porte lideram o ranking?
Especialistas indicam que municípios de médio porte frequentemente combinam crescimento urbano acelerado, infraestrutura pública insuficiente e a presença de facções criminosas. Desigualdade social, falta de oportunidades e o tráfico de drogas e armas alimentam os conflitos letais.
Em muitos desses locais, o policiamento é fragmentado e as políticas de prevenção não acompanham a expansão populacional. Disputas por território entre grupos criminosos transformam essas cidades em campos de batalha, onde a violência se manifesta de forma cíclica.
Apesar de o Brasil registrar uma queda gradual na taxa nacional de homicídios, a melhora não é uniforme. Em 2024, o país somou 44.127 mortes violentas intencionais. Enquanto capitais avançam com políticas de inteligência, cidades menores enfrentam dificuldades estruturais.
O medo altera rotinas, afasta investimentos e prejudica o desenvolvimento econômico. Para os moradores, a violência deixa de ser notícia e se torna parte do cotidiano. Especialistas afirmam que a solução exige ações integradas de educação, urbanismo, inclusão social e oportunidades de trabalho.
O ranking reforça a urgência de políticas públicas específicas, pensadas para o contexto local. Monitorar dados, fortalecer o policiamento comunitário e investir em prevenção social são passos essenciais para mudar esse cenário.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.