A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que o El Niño, fenômeno climático natural, deve se manifestar nos próximos meses. Em comunicado, a agência da ONU destacou que dados indicam a chegada de um fenômeno intenso, com potencial para agravar secas, chuvas e ondas de calor.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal da água na superfície do oceano Pacífico equatorial. A La Niña, por sua vez, representa a fase fria, associada ao resfriamento incomum das águas na mesma região.

Ocorrendo a cada dois a sete anos, o fenômeno costuma durar entre nove e 12 meses. Seu auge geralmente é registrado entre o fim de um ano e o início do seguinte. No entanto, seus efeitos podem persistir por muito mais tempo, influenciando padrões climáticos ao redor do mundo inteiro.

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Impacto no Brasil

O El Niño pode provocar impactos marcantes nos padrões de chuva e na temperatura do ar em grande parte do Brasil. As previsões atuais indicam uma probabilidade superior a 80% de que o El Niño se configure ao longo do segundo semestre de 2026.

Sua duração pode se estender até, pelo menos, o início de 2027. Diante desse cenário, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) alertam para o risco de ocorrência de eventos climáticos extremos e seus potenciais impactos para as regiões do país. São eles:

  • Norte: está prevista uma estação seca mais prolongada, combinada com temperaturas acima da média e baixos níveis de umidade relativa do ar. Esses fatores aumentam o risco de incêndio. Além disso, pode haver a redução do nível dos rios, trazendo impactos diretos aos setores estratégicos, como a geração de energia hidrelétrica, a atividade pesqueira e a produção agrícola.

  • Nordeste: o principal impacto consequente do El Niño na Região Nordeste do país se trata das alterações termodinâmicas. O fenômeno também ampliará o risco de propagação de incêndios florestais em ecossistemas vulneráveis.

  • Centro-Oeste: a região não apresenta uma grande correlação com episódios de El Niño ou La Niña. No entanto, há uma tendência de temperaturas mais elevadas durante todo o período.

  • Sudeste: além do aumento das temperaturas médias, os impactos do fenômeno tendem a ser mais variáveis do que em outras regiões do Brasil. Porém, as consequências do El Niño favorecem anomalias positivas de chuva no Sudeste de São Paulo, Centro-Sul do Rio de Janeiro e em Minas Gerais e reduzem a intensidade sobre áreas mais ao norte.

  • Sul: na Região Sul do Brasil, o El Niño é responsável por causar chuvas acima da média, os eventos extremos são comumente associados a inundações.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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