VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

'Ghost': aluna de medicina recebe alerta de plano para estuprá-la

Alerta de um desconhecido pelo WhatasApp desvelou plano de homens para praticar a violência sexual e até prêmio para quem conseguisse

Publicidade
Carregando...

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma aluna de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi contatada por um número estranho no WhatsApp, sem foto e com o nome de Ghost (fantasma, em português). "Guria, fica esperta. Tem gente armando pra você!", dizia o interlocutor.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

As mensagens seguintes foram uma série de prints de visualização única. Eles mostravam um grupo, na mesma plataforma, no qual homens supostamente faziam planos para estuprar a jovem.

Segundo aquela conversa, havia uma premiação de até R$ 400 para quem concluísse primeiro a meta. Nas mensagens, os homens dão detalhes da rotina dela e sobre já terem, inclusive, tentado encurralá-la para uma violência sexual em grupo. O material, que é investigado pela Polícia Civil, foi enviado pela própria jovem à reportagem.

A estudante não seria o único alvo. Os prints indicaram que haveria um esquema ainda maior. "Galera não tá brincando, faltam algumas minas de MED [medicina]", escreveu um dos participantes do grupo.

A história ganhou destaque na UFPR após o diretório acadêmico do curso torná-la pública em um aviso aos estudantes da instituição, no fim da semana passada. "Viemos aqui pedir para que tomem cuidado, não andem sozinhas e evitem sair sozinhas e evitem sair à noite", alertou a entidade.

Logo, o relato chegou à corregedoria da instituição, e a polícia foi acionada para investigar o caso.

A UFPR informa que tomou conhecimento das mensagens que circulam em grupos de estudantes a partir de uma denúncia grave envolvendo ameaça de violência sexual.

A instituição diz ter tomado medidas imediatas de acolhimento e orientação às pessoas envolvidas, além de acionar os setores responsáveis pela segurança institucional e pelo acompanhamento da comunidade universitária. Foi também instaurada investigação preliminar no âmbito da corregedoria para apuração de responsabilidade de membros da comunidade universitária.

Combate à violência

"Infelizmente, tais acontecimentos refletem o status atual da sociedade em geral, marcado por um alarmante número de casos de violência contra as mulheres. Entretanto, a UFPR possui as instâncias adequadas para fazer o acolhimento e a apuração de tais incidentes, bem como para tomar medidas de prevenção", informa a gestão.

Segundo o assessor jurídico da universidade, Rodrigo Kanayama, o ponto da corregedoria é tentar identificar os envolvidos e saber se eles são ou não alunos da instituição para eventuais punições.

A investigação da Polícia Civil avançou pouco. Os números utilizados por membros do grupo eram provisórios e foram quase todos apagados. Buscas seguem sendo feitas.

Clima de medo 

No escuro. Sem informações. Assustadas. Assim as estudantes da Federal do Paraná descrevem seu sentimento após serem informadas sobre a denúncia.

Nos últimos dias, elas, membros de vários cursos na capital, têm se organizado em grupos para locomoção no campus. Muitas, inclusive, dizem temer ir às aulas.

A Polícia Militar foi oficiada pela UFPR a aumentar a segurança no campus em Curitiba. A instituição também diz que estuda medidas adicionais para proteger seus matriculados.

Como o jornal Folha de S.Paulo relatou, universidades federais e estaduais e os institutos federais do país vão passar por uma reestruturação para punir casos de violência contra a mulher com maior agilidade e acolher vítimas, prevê um protocolo articulado pelo governo do presidente Lula (PT).

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Entre as ações previstas estão a inclusão do tema nos currículos de graduação e pós-graduação e o fortalecimento de ouvidorias e assessorias jurídicas. O prazo para implementar as medidas será de até dois anos, e a vigência do documento será de cinco anos.

Tópicos relacionados:

estupro geral policia policia-civil ufpr

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay