Um deslizamento de rochas e gelo deixou escombros, mas o risco vai além: cerca de 150 mil litros de óleo de aquecimento e combustível ficaram soterrados
Com monitoramento ambiental inovador, autoridades garantem obras seguras e preveem a volta dos moradores ao novo vilarejo a partir de 2029
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O vilarejo montanhoso de Blatten enfrenta uma ameaça ambiental após o colapso de uma geleira e deslizamento de terra em 28 de maio de 2025. Cerca de 150 mil litros de óleo para aquecimento e combustível ficaram sob rochas, gelo e escombros que cobriram a região no sul da Suíça.
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O desastre soterrou casas, carros, tanques de combustível, máquinas, baterias e aparelhos de refrigeração. Questionários enviados aos moradores registraram a presença de diversas substâncias perigosas no local: óleos de motor e transmissão, tintas, solventes, cilindros de gás e munições. As 220 respostas obtidas cobrem 80% das propriedades atingidas.
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Um estudo encomendado pelo cantão de Valais e divulgado pela emissora pública suíça "SRF" destaca que os hidrocarbonetos de petróleo representam o maior perigo ambiental. Especialistas consideram desproporcional tentar retirar todos os poluentes, pois a localização exata dos materiais permanece desconhecida.
Monitoramento das águas
Manchas de óleo surgiram rapidamente no lago formado atrás dos detritos. A água penetra o cone de entulho com facilidade, gerando risco de poluição no lençol freático. As medições realizadas até o momento não registraram índices anormais nas águas subterrâneas ou superficiais.
O cantão de Valais planeja monitorar todo o vale de Lötschental a longo prazo. O geólogo e especialista em locais contaminados Walter Wildi analisou os dados para a "SRF": "Alguns tanques de óleo estão danificados e vazando, enquanto outros sofrerão corrosão com o tempo e o óleo vazará mais tarde. Mais cedo ou mais tarde, o óleo de aquecimento atingirá a água superficial ou possivelmente a água subterrânea".
Cronograma de reconstrução
Mapas de risco atualizados indicam que a reconstrução do vilarejo permanece viável, inclusive sobre áreas soterradas. Christine Genolet-Leubin, chefe do Departamento de Meio Ambiente de Valais, afirmou: "Seria desproporcional dizer que não podemos mais construir aqui". As obras exigem cuidados com a profundidade da escavação e a altura dos aterros.
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Autoridades também avaliam a instalação de sistemas de drenagem para dispersar gases e vapores que podem emanar dos escombros por décadas. A volta dos primeiros moradores a Blatten está prevista para 2029. O prefeito Matthias Bellwald declarou: "Se essas medidas forem realizadas em paralelo, o cronograma poderá ser cumprido".