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A geleira Hektoria, na Antártida, sofreu um recuo impressionante de oito quilômetros em apenas dois meses — uma velocidade quase dez vezes superior ao que já se observou em geleiras ancoradas ao solo, segundo estudo publicado na Nature Geoscience. O colapso inesperado expôs uma vulnerabilidade inédita da região e deixou os cientistas em alerta diante das rápidas transformações climáticas.

A geleira Hektoria, na Antártida, sofreu um recuo impressionante de oito quilômetros em apenas dois meses — uma velocidade quase dez vezes superior ao que já se observou em geleiras ancoradas ao solo, segundo estudo publicado na Nature Geoscience. O colapso inesperado expôs uma vulnerabilidade inédita da região e deixou os cientistas em alerta diante das rápidas transformações climáticas.

Divulgação LeTourneux
Pesquisadores identificaram uma “planície de gelo” sob a geleira — uma base rochosa plana que reduziu o atrito com o solo. Isso permitiu que grandes blocos começassem a flutuar, desencadeando uma desintegração em cadeia. O rompimento do gelo marinho que estabilizava a geleira há uma década também contribuiu.

Pesquisadores identificaram uma “planície de gelo” sob a geleira — uma base rochosa plana que reduziu o atrito com o solo. Isso permitiu que grandes blocos começassem a flutuar, desencadeando uma desintegração em cadeia. O rompimento do gelo marinho que estabilizava a geleira há uma década também contribuiu.

Imagem de Joe por Pixabay
O evento extremo na Hektoria muda projeções sobre o ritmo do degelo polar e elevação do nível do mar. Cientistas alertam que comportamentos semelhantes podem ocorrer em outras regiões críticas da Antártida. O evento reforça, ainda, a urgência de monitoramento climático e ações globais contra o aquecimento.

O evento extremo na Hektoria muda projeções sobre o ritmo do degelo polar e elevação do nível do mar. Cientistas alertam que comportamentos semelhantes podem ocorrer em outras regiões críticas da Antártida. O evento reforça, ainda, a urgência de monitoramento climático e ações globais contra o aquecimento.

Reprodução
Um outro estudo, publicado recentemente na Science China Earth Sciences, revelou que a Camada de Gelo Antártica (AIS) registrou um aumento recorde de massa entre 2021 e 2023, revertendo décadas de perda de gelo.

Um outro estudo, publicado recentemente na Science China Earth Sciences, revelou que a Camada de Gelo Antártica (AIS) registrou um aumento recorde de massa entre 2021 e 2023, revertendo décadas de perda de gelo.

Makri27/Pixabay
Dados de satélites das missões GRACE e GRACE-FO mostram que, após perder 142 gigatoneladas por ano (2011–2020), a Antártida passou a ganhar 108 gigatoneladas anualmente. O fenômeno causou uma compensação temporária de 0,3 milímetros ao ano na elevação do nível do mar.

Dados de satélites das missões GRACE e GRACE-FO mostram que, após perder 142 gigatoneladas por ano (2011–2020), a Antártida passou a ganhar 108 gigatoneladas anualmente. O fenômeno causou uma compensação temporária de 0,3 milímetros ao ano na elevação do nível do mar.

wikimedia commons Francisco Ardini/PNRA
A recuperação foi mais significativa foi nas bacias de Wilkes Land e Queen Mary Land, onde geleiras antes instáveis (como Totten e Denman) apresentaram sinais de melhora.

A recuperação foi mais significativa foi nas bacias de Wilkes Land e Queen Mary Land, onde geleiras antes instáveis (como Totten e Denman) apresentaram sinais de melhora.

NASA/JPL-Caltech/UC Irvine
No entanto, cientistas alertam que o fenômeno pode ser temporário, impulsionado por anomalias na precipitação (variações naturais) e não por uma reversão das mudanças climáticas. Em 2024, os ganhos cessaram, e os níveis de gelo retornaram aos patamares de 2020, indicando que o evento foi passageiro.

No entanto, cientistas alertam que o fenômeno pode ser temporário, impulsionado por anomalias na precipitação (variações naturais) e não por uma reversão das mudanças climáticas. Em 2024, os ganhos cessaram, e os níveis de gelo retornaram aos patamares de 2020, indicando que o evento foi passageiro.

Siggy Nowak por Pixabay
A Antártida continua sendo crucial para o equilíbrio hídrico global, e sua sensibilidade a oscilações climáticas reforça a necessidade de monitoramento contínuo.

A Antártida continua sendo crucial para o equilíbrio hídrico global, e sua sensibilidade a oscilações climáticas reforça a necessidade de monitoramento contínuo.

zhrenming/Pixabay
A região desempenha um papel crucial na regulação do clima global. Sua vasta camada de gelo reflete grande parte da radiação solar de volta ao espaço, ajudando a manter a Terra mais fria.

A região desempenha um papel crucial na regulação do clima global. Sua vasta camada de gelo reflete grande parte da radiação solar de volta ao espaço, ajudando a manter a Terra mais fria.

L.W. Unsplash
Além disso, as correntes oceânicas que partem do continente antártico distribuem nutrientes e regulam a temperatura dos oceanos, influenciando sistemas climáticos no mundo todo.

Além disso, as correntes oceânicas que partem do continente antártico distribuem nutrientes e regulam a temperatura dos oceanos, influenciando sistemas climáticos no mundo todo.

Imagem de Bernd Hildebrandt por Pixabay
O aumento das temperaturas atmosféricas e oceânicas tem acelerado o derretimento das geleiras, principalmente na Antártida Ocidental, onde a base de algumas camadas de gelo está abaixo do nível do mar.

O aumento das temperaturas atmosféricas e oceânicas tem acelerado o derretimento das geleiras, principalmente na Antártida Ocidental, onde a base de algumas camadas de gelo está abaixo do nível do mar.

Wikimedia Commons/Creative Commons/W. Bulach
Esse processo contribui diretamente para a elevação do nível do mar, ameaçando populações costeiras ao redor do mundo.

Esse processo contribui diretamente para a elevação do nível do mar, ameaçando populações costeiras ao redor do mundo.

Milena W/Pixabay
Além disso, o degelo pode liberar gases de efeito estufa retidos no gelo, como metano, agravando ainda mais a crise.

Além disso, o degelo pode liberar gases de efeito estufa retidos no gelo, como metano, agravando ainda mais a crise.

Magdalena Kula Manchee/Unsplash
Espécies como pinguins e krill — base da cadeia alimentar marinha — estão perdendo habitat, com impactos em ecossistemas globais.

Espécies como pinguins e krill — base da cadeia alimentar marinha — estão perdendo habitat, com impactos em ecossistemas globais.

Barbara Dougherty por Pixabay
O animal foi encontrado pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e acompanhado pelo Laboratório de Zoologia da Udesc.

O animal foi encontrado pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e acompanhado pelo Laboratório de Zoologia da Udesc.

Divulgação/Thaisa Noronha/PMP-BS/Udesc
Dias depois do avistamento da foca, o local, que havia sido isolado pelo PMP-BS, foi encontrado com marcas de vandalismo.

Dias depois do avistamento da foca, o local, que havia sido isolado pelo PMP-BS, foi encontrado com marcas de vandalismo.

Divulgação/PMP-BS/Udesc
Placas informativas foram destruídas, os ferros de delimitação furtados e marcas de pneus foram encontradas no local onde a foca descansava, indicando manobras de veículos próximas ao animal.

Placas informativas foram destruídas, os ferros de delimitação furtados e marcas de pneus foram encontradas no local onde a foca descansava, indicando manobras de veículos próximas ao animal.

Montagem/Reprodução
Após o episódio, ocorrido entre os dias 15 e 16/05, a foca não foi mais vista. O PMP-BS lamentou o ocorrido, denunciando o risco à vida selvagem e o desrespeito ao trabalho de conservação.

Após o episódio, ocorrido entre os dias 15 e 16/05, a foca não foi mais vista. O PMP-BS lamentou o ocorrido, denunciando o risco à vida selvagem e o desrespeito ao trabalho de conservação.

Steve Adams/Unsplash