Trump proíbe acesso à Casa Branca de veículos de imprensa críticos ao governo
Presidente dos Estados Unidos fazer acusações, sem provas, de que alguns publicam notícias falsa; 'CNN' é um dos alvos do republicano
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (18/9) que está banindo da Casa Branca alguns veículos de imprensa, acusando-os, sem provas, de publicar notícias falsas. A emissora "CNN", o site "Politico" e a rede "MS NOW", antiga "MSNBC", são alvo, e o republicano deixou em aberto a possibilidade de vetar outros veículos.
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"Tenho orgulho de anunciar que, com efeito imediato, estou banindo a rede de notícias falsas CNN, a MS NOW e a Politico da Casa Branca", afirmou o presidente em um post no Truth Social. "Isso se deve ao fato de que esses veículos de mídia constantemente 'reportam' notícias falsas!".
Sem dar exemplos do que vê como notícia falsa ou de detalhes da decisão, Trump ainda escreveu que "os veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou noticiar FICÇÃO e MENTIRAS constantemente quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos ou o governo Trump".
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O republicano já atacou diversos veículos de imprensa em outras ocasiões. Em março de 2025, o presidente chamou de ilegais e corruptos os meios de comunicação que o criticam e atacou também dois dos canais alvos da nova proibição.
"Acredito que a 'CNN' e a 'MSNBC', que escrevem literalmente 97,6% de coisas ruins sobre mim, são braços políticos do Partido Democrata", afirmou à época diante de promotores e agentes de segurança, quando ele também criticou o que chamou de perseguição.
"Na minha opinião, são realmente corruptos e ilegais. O que fazem é ilegal", disse Trump na ocasião. O republicano afirmou ainda que os meios de comunicação "influenciam os juízes". Isso "está mudando a lei, e simplesmente não pode ser legal. Não creio que seja legal. E o fazem em total coordenação entre si", afirmou.
Mesmo discurso de antes
O republicano costuma atacar os meios de comunicação desde seu primeiro mandato, de 2017 a 2021, em intensidade sem precedentes para um líder americano recente. Em várias ocasiões, Trump já chamou jornalistas de "inimigos do povo" e de "produtores de fake news".
Desde que começou seu segundo mandato, em janeiro de 2025, o presidente pressiona meios tradicionais de comunicação, como a agência de notícias norte-americana "Associated Press", ao mesmo tempo que facilita o acesso à Casa Branca de outros que antes eram marginalizados e de direita.
Esse acesso a veículos amigáveis às entrevistas coletivas na Casa Branca, inclusive a influenciadores e blogueiros pró-Trump, têm mudado a dinâmica da cobertura na sede do Executivo, com perguntas adulatórias e porta-vozes do governo fazendo propaganda desses veículos próximos.
Um dos ataques à "Associated Press", poucos meses depois de o republicano voltar à Presidência, teve relação com a recusa da agência de notícias de chamar o Golfo do México de "Golfo da América", como queria Trump ao decretar a mudança do nome nas primeiras semanas do novo mandato.
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Naquele momento, o republicano barrou a agência de acompanhar entrevistas coletivas no Salão Oval da Casa Branca, mas não impediu o veículo de entrar no prédio do governo. Em defesa, a AP afirmou que, por ser uma agência de alcance internacional e o nome continuar golfo do México fora dos EUA, manteria a nomenclatura reconhecida fora do país.