ACORDO PRÓXIMO?

Trump diz que negociação de acordo de paz com o Irã está em 'fase final'

'Estamos na fase final do que será um acordo muito, muito bom', declarou Donald Trump nesta terça-feira (9/6)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (9/6) que a diplomacia americana está na "fase final" da negociação de um acordo com o Irã, embora os bombardeios israelenses prossigam no Líbano, denunciou Teerã.

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Esta frente de guerra foi o detonador para que Irã e Israel protagonizassem, entre domingo (7/6) e segunda-feira (8/6), os primeiros ataques diretos desde a implementação de um cessar-fogo em 8 de abril.

Após um apelo de Trump para interromper os ataques "imediatamente", Teerã anunciou na segunda o fim de sua operação, e Israel fez o mesmo pouco depois.

"Estamos na fase final do que será um acordo muito, muito bom", declarou Trump a jornalistas. Ele acrescentou que o acordo pode ser concluído em "dois ou três dias".

A menos de seis meses das eleições de meio de mandato, nas quais os republicanos disputam o controle do Congresso, o mandatário americano quer encerrar o quanto antes esta guerra, de forte impacto sobre a economia e impopular entre sua base.

No entanto, semanas de negociações mediadas pelo Paquistão não chegaram a bom termo, e, esporadicamente, confrontos são retomados na região. O novo estopim foi um bombardeio no domingo contra a periferia sul de Beirute, reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, que abriu uma frente contra Israel em 2 de março em apoio a Teerã.

Durante as negociações, o Irã exigiu que qualquer acordo para pôr fim à guerra deflagrada em 28 de fevereiro incluísse um cessar-fogo no Líbano, onde duas tréguas articuladas por Washington não conseguiram conter as hostilidades.

Após o ataque de domingo à capital, que deixou dois mortos e 20 feridos, o Irã disparou, em menos de 24 horas, cerca de 30 mísseis contra Israel, segundo um responsável militar israelense.

Por sua vez, Israel atacou vários alvos na República Islâmica, inclusive sua capital, antes que ambas as partes interrompessem a ofensiva.

Bombardeios

Nesta terça-feira, a situação parecia calma no Irã, mas não no Líbano, onde continuaram os bombardeios israelenses e os ataques do Hezbollah.

O movimento pró-Irã rejeitou o mais recente acordo de trégua entre representantes israelenses e libaneses em Washington, que permite ao Exército israelense seguir operando no sul do país.

Nessa região, a cidade de Tiro foi alvo de bombardeios israelenses que mataram oito pessoas e deixaram cerca de 20 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Pouco depois, o exército israelense convocou a evacuação de todos os habitantes da cidade.

Por sua vez, o Hezbollah reivindicou novos ataques contra as forças israelenses que ocuparam o Sul do Líbano. Segundo o Exército, não houve baixas.

No front diplomático, o Paquistão continua atuando para alcançar um acordo que, segundo seu primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, estava "prestes a ser concluído" quando eclodiram os últimos combates entre Irã e Israel.

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Nesta terça-feira, o chefe do exército paquistanês, Asim Munir, recebeu em Islamabad seu homólogo libanês, Rodolphe Haykal, para abordar a "situação de segurança regional".

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