ACUSAÇÕES CONSPIRACIONISTAS

‘Parem de mentir’: conspiracionista ataca astronautas da Nasa

Homem perseguiu a tripulação da Artemis II gritando acusações de "farsa" e "pecado". Astronautas mantiveram a calma durante ataque

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Os astronautas da missão Artemis II foram atacados por um conspiracionista durante uma visita ao Capitólio, em Washington, nos Estados Unidos. Os quatro membros da tripulação da missão lunar da Nasa foram abordados por um homem que os acusou de mentir ao público sobre a viagem espacial e participar de uma suposta “operação psicológica”. A cena foi registrada em 12 de maio, mas só agora viralizou nas redes sociais. 

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Nas imagens compartilhadas on-line, o homem caminha atrás dos astronautas enquanto faz acusações, como “parem de mentir”, “vocês nunca foram ao espaço”, “eu vejo através das suas mentiras” e “a Nasa é uma piada”. Durante a abordagem, ele também recorre a argumentos religiosos, dizendo aos integrantes da missão para “seguirem Jesus”, afirmando que “Deus está observando vocês” e pedindo que se “arrependessem diante de Deus”.

 

Apesar da situação, a reação dos astronautas foi marcada pela tranquilidade. O piloto da missão, Victor Glover, principal alvo das provocações, chegou a olhar rapidamente para o homem e a acenar antes de continuar caminhando. Os demais membros da tripulação — Reid Wiseman, Christina Koch e Jeremy Hansen — seguiram o trajeto sem responder às acusações.

A tripulação se reuniu com autoridades políticas americanas na ocasião para discutir resultados e próximos passos do programa espacial. A Artemis II foi lançada em 1º de abril e retornou à Terra em 10 de abril, após uma viagem de pouco mais de nove dias ao redor da Lua, tornando-se a primeira missão tripulada a realizar esse tipo de trajeto em mais de cinco décadas.

A viagem foi acompanhada em tempo real por transmissões oficiais, cobertura da imprensa internacional, registros independentes e monitoramento de diferentes instituições científicas. Durante a missão, a cápsula Orion — chamada "Integrity" — foi rastreada inclusive por equipamentos externos à própria Nasa. O telescópio Green Bank, na Virgínia Ocidental, por exemplo, conseguiu acompanhar a nave a mais de 340 mil quilômetros da Terra e registrar imagens do veículo durante sua trajetória. 

A missão também teve marcos históricos importantes. Victor Glover tornou-se o primeiro homem negro a integrar uma missão tripulada à Lua, enquanto Jeremy Hansen entrou para a história como o primeiro astronauta canadense a viajar até o entorno lunar. Já Christina Koch voltou a quebrar barreiras ao participar de uma missão que amplia a presença feminina em programas de exploração espacial de longa distância. 

Ao longo dos quase dez dias de viagem, a tripulação realizou testes essenciais nos sistemas da nave Orion, avaliou procedimentos operacionais e verificou equipamentos que serão fundamentais nas próximas etapas do programa Artemis. O objetivo é preparar o caminho para futuras missões mais complexas e, posteriormente, estabelecer uma presença humana sustentável na Lua. 

As teorias conspiratórias envolvendo programas espaciais não são novidade. Desde as missões do programa Apollo, alegações de que viagens à Lua teriam sido forjadas surgem periodicamente na internet. Especialistas apontam, porém, que essas narrativas não encontram respaldo em evidências científicas e entram em conflito com registros públicos, observações independentes e dados técnicos amplamente disponíveis. 

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Com a Artemis II concluída, a Nasa já trabalha nas próximas fases do programa. A expectativa é que a futura Artemis III aprofunde os esforços para o retorno humano à superfície lunar e sirva como mais um passo rumo aos planos de exploração de Marte.

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