A influenciadora Mia Khalifa fez um desabafo nas redes sociais sobre os recentes ataques de Israel ao Líbano nessa quinta-feira (9/4). Muito emocionada, ela classificou a situação como “insana”, “distópica” e chamou as ações de terrorismo. Mia nasceu em Beirute, Líbano, em 1993, e imigrou para os Estados Unidos com a família em 2000, ainda na infância, onde vive até hoje.

“Hoje foi uma das coisas mais difíceis de ver nas redes sociais em muito tempo e isso já diz muito, porque estamos vendo um genocídio se desenrolar diante dos nossos olhos há décadas, ainda mais nos últimos três, quatro anos. Foram 160 ataques aéreos em 10 minutos contra prédios residenciais, escolas, hospitais, infraestrutura civil, cemitérios com cortejos fúnebres, em pleno cessar-fogo. Não sei como conciliar o fato de os meus impostos estarem fazendo isso com a minha terra natal”, disse, ao refletir sobre a ligação pessoal com o Líbano e o fato de viver nos Estados Unidos.

Visivelmente abalada, a influenciadora afirmou estar sem palavras diante da gravidade da situação e criticou o cenário global. “Às vezes, tudo o que consigo fazer é compartilhar as vozes de outras pessoas que conseguem expressar isso um pouco melhor, com mais distanciamento emocional — mas o que está acontecendo? Estamos enviando pessoas para explorar a possibilidade de viver na Lua enquanto nos bombardeamos uns aos outros. Isso é distópico”, declarou.

Khalifa também questionou a continuidade dos conflitos ao longo dos anos e cobrou uma resposta internacional. “Vimos isso acontecer diante dos nossos olhos com uma nação, e agora estamos vendo acontecer, de forma descarada e aberta, com outra nação soberana. Quando vai ser suficiente? Quando isso vai parar? Meus pensamentos estão com todos no Líbano neste momento. Meu coração está com vocês. Eu não quero vir aqui chorar porque sou muito privilegiada, mas…”, finalizou segurando as lágrimas.

A escalada da violência ocorre em meio ao aumento das tensões na região. Israel afirma que os ataques têm como alvo posições ligadas ao Hezbollah, apoiado pelo Irã. Segundo informações oficiais, mais de 100 locais foram atingidos em áreas como Beirute, o Vale do Bekaa e o sul do Líbano.

Autoridades de defesa civil libanesas informaram que ao menos 254 pessoas morreram e mais de 1.100 ficaram feridas, em um dos episódios mais violentos desde os recentes acordos de cessar-fogo envolvendo potências internacionais.

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O cenário também inclui reações do Hezbollah, que afirmou ter lançado foguetes contra regiões no norte de Israel, como resposta ao que classificou como violações do cessar-fogo. O grupo declarou que continuará com as ações enquanto os ataques persistirem.

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