MÚSICA

Pioneiro do hip-hop, Afrika Bambaataa morre aos 68 anos de câncer, diz site

Ao lado de Kool Herc e Grandmaster Flash, Bambaataa iniciou em Nova York o movimento musical que se tornou porta-voz das periferias em todo o planeta

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O DJ americano e pioneiro do hip-hop Afrika Bambaataa morreu aos 68 anos, anunciou nesta quinta-feira (9/4) seu histórico selo Tommy Boy Records no Instagram. 

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"Afrika Bambaataa é amplamente considerado um pioneiro do hip-hop e da música eletrônica. Diante do anúncio de seu falecimento, pensamos em suas contribuições ao gênero e à cultura em um sentido amplo, que perduram até hoje", diz a legenda da imagem em preto e branco do artista. 

O site de notícias sobre celebridades TMZ, citando fontes anônimas, informa que Afrika Bambaataa (Lance Taylor, seu nome verdadeiro) morreu em decorrência de um câncer na noite de quarta para quinta-feira na Pensilvânia, nos Estados Unidos. 

Autor do sucesso de 1982 "Planet rock", Bambaataa foi, ao lado de DJ Kool Herc e Grandmaster Flash, uma das figuras proeminentes entre os fundadores do hip-hop, movimento musical e cultural baseado em quatro pilares: o DJ, o rap, o grafite e a dança break.

Funk carioca

Sua música ultrapassou fronteiras e influenciou fortemente o surgimento do funk criado no Rio de Janeiro, na década de 1980. Também foi referência para pioneiros do rap no Brasil, como Racionais MCs e Sabotage, entre outros.

Nascido em um complexo residencial do Bronx em 17 de abril de 1957, Bambaataa cofundou, em 1973 (considerado o ano do nascimento do hip-hop em Nova York), a Zulu Nation, organização que se posicionava contra a violência das gangues e utilizava o rap para transmitir valores pacíficos, particularmente através das "block parties" (festas de bairro) nesse distrito de Nova York.

O jovem Bambaataa fez parte da gangue Black Spades, no Bronx, vivência que levou para o hip-hop. "Planet rock", parceria com Soulsonic Force que ganhou as paradas nos EUA em 1982, deu início ao electro-funk, com sample de “Trans-Europe Express” do Kraftwerk. Surgia ali uma das raízes do miami bass, fonte do funk carioca.

Bambaataa disse ao jornal O Globo, há 17 anos, que sua música está presente no trabalho dos funkeiros do Rio de Janeiro. Ele se apresentou várias vezes no Brasil e foi parceiro de Fernanda Abreu em 'Tambor', faixa do álbum 'Amor geral', lançado em 2016 por ela.

Abuso sexual

Em 2016, Bambaataa foi acusado de abuso sexual por vários homens. De acordo com eles, isso ocorreu nas décadas de 1980 e 1990, quando eram menores de idade. O músico negou as acusações, mas deixou a liderança da organização Universal Zulu Nation devido ao escândalo.

Em 2024, o rapper francês Solo veio a público afirmar que foi vítima de Afrika aos 17 anos. Em 2025, juiz emitiu sentença à revelia contra Bambaataa, que não respondeu ao processo. Acusado de tráfico sexual, fez acordo financeiro com o autor da ação. 

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