FOLHAPRESS - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (11/3) que "praticamente não sobrou nada para atacar" no Irã. "Quando eu quiser que acabe, vai acabar", disse o americano em breve entrevista por telefone ao site Axios.

"A guerra está indo muito bem. Estamos muito à frente na nossa programação. Provocamos mais danos do que pensávamos ser possível, mesmo no período original de seis semanas [para o fim dos ataques]", afirmou Trump.

 


A nova declaração do presidente, no entanto, contradiz as próprias diretrizes de seu governo, ainda que exista pouca clareza sobre seus objetivos e quando a Casa Branca irá considerá-los concluídos.

Em entrevista coletiva nessa terça-feira (10/3), a porta-voz do governo Trump, Karoline Leavitt, disse que os objetivos de Washington no conflito continuam sendo impedir que o Irã construa uma arma nuclear, destruir as capacidades produtivas de mísseis balíticos, destruir a Marinha iraniano e enfraquecer os grupos aliados de Teerã no Oriente Médio.

Trump também tem dito, e foi reforçado por Leavitt, que a meta é obrigar o regime iraniano a uma "rendição incondicional", novamente sem explicar o que isso significa na prática.

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Ao não esclarecer quando esses objetivos estariam concluídos, o presidente deixa em aberto e nas suas mãos a capacidade de declarar o fim da guerra, ou ao menos a participação americana nela.

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