GUERRA

Trump diz que decidirá, com Netanyahu, quando guerra com Irã vai acabar

Presidente dos Estados Unidos diz que a decisão será tomada "na hora certa" e ainda pediu perdão para o premiê israelense

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Donald Trump disse ao The Times of Israel que pretende decidir junto com Benjamin Netanyahu quando a guerra contra o Irã vai terminar.

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Em entrevista por telefone ao The Times of Israel, Trump afirmou que o encerramento do conflito será definido em conversa com o premiê israelense. 'Eu acho que é mútuo, um pouco. A gente tem conversado. Eu vou tomar uma decisão na hora certa, mas tudo vai ser levado em conta', disse.

 


O presidente dos EUA indicou, porém, que a palavra final ficará com a Casa Branca. Questionado se Israel poderia manter a ofensiva mesmo após Washington interromper ataques, ele respondeu: 'Eu não acho que vai ser necessário'.

Trump também voltou a justificar a operação ao dizer que Teerã representava uma ameaça direta a Israel. 'O Irã ia destruir Israel e tudo o que está ao redor. A gente trabalhou junto. A gente destruiu um país que queria destruir Israel', afirmou.

O republicano evitou se comprometer com um prazo para o fim da guerra, mas citou conversas em andamento com Netanyahu. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, havia dito na sexta-feira que Washington esperava que a campanha durasse de quatro a seis semanas.

Trump falou com o jornal pouco depois de a mídia estatal iraniana anunciar a escolha do próximo líder supremo do país. Perguntado sobre o tema, ele se limitou a dizer: 'Vamos ver o que acontece'.

Na mesma entrevista, Trump voltou a cobrar que Isaac Herzog, presidente de Israel, conceda perdão a Netanyahu. O premiê é réu em um processo por acusações de suborno, fraude e quebra de confiança.

Trump disse que quer o aliado concentrado na guerra, e não no julgamento. 'Bibi Netanyahu deveria receber esse perdão imediatamente. Eu acho que [Herzog] está fazendo uma coisa terrível ao não dar. A gente quer que Bibi esteja focado na guerra, não em um perdão ridículo', declarou.

 

O gabinete de Herzog respondeu que a decisão cabe ao presidente e ressaltou a soberania israelense. 'O presidente Herzog respeita e aprecia muito a enorme contribuição de Donald Trump para a segurança de Israel', disse o comunicado, ao acrescentar que o pedido está sendo analisado pelo Ministério da Justiça, como prevê a lei.

Do lado iraniano, autoridades têm prometido manter retaliações e responsabilizar Trump pela morte do aiatolá Ali Khamenei. Em 7 de março, Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã, afirmou em pronunciamento na TV estatal que Teerã não vai 'cessar os ataques' e que os EUA 'devem pagar um preço'.

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A escalada também tem incluído relatos de ataques e interceptações na região do Golfo. No mesmo dia, explosões foram registradas no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de relatos de drones sobre o Kuwait e a Arábia Saudita.

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