BATALHA NA JUSTIÇA

Rapper Afroman vence processo contra policiais após zoar operação em clipes

Agentes pediam indenização milionária, mas júri considerou que vídeos eram protegidos pela liberdade de expressão

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O rapper Afroman saiu vitorioso de uma disputa judicial contra policiais do estado de Ohio, nos Estados Unidos. Um júri decidiu a favor do artista após agentes moverem uma ação civil por danos morais, alegando terem sido ridicularizados em videoclipes que utilizavam imagens de uma operação policial na casa dele. O artista publicou um vídeo nessa quarta-feira (18/3), comemorando a vitória. 

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A história começou em 2022, quando policiais realizaram uma batida na casa do músico, cujo nome verdadeiro é Joseph Foreman. Na ocasião, autoridades cumpriam um mandado de busca relacionado a suspeitas de sequestro e tráfico de drogas. Nenhuma acusação, no entanto, foi formalizada após a ação.

As imagens da ação policial foram registradas por câmeras de segurança da casa e também por um celular da esposa do artista. Posteriormente, o material foi incorporado aos videoclipes de “Lemon pound cake” e “Will you help me repair my door”, nos quais o rapper satiriza a atuação dos policiais.

A utilização das imagens motivou a ação judicial. Os agentes alegaram ter sofrido constrangimento, abalo emocional e danos à reputação depois da repercussão dos vídeos.

Durante o julgamento, a defesa de Afroman sustentou que o conteúdo estava protegido pelo direito à liberdade de expressão, garantido pela Primeira Emenda da Constituição estadunidense. Segundo os advogados, o tom das músicas é claramente satírico e não deve ser interpretado como uma afirmação literal dos fatos.

O júri acatou os argumentos da defesa e rejeitou o pedido de indenização, que chegava a cerca de US$ 4 milhões (R$ 21 milhões). Após o veredicto, o artista comemorou do lado de fora do tribunal, cercado por fãs. Em tom de celebração, gritou que a decisão representava uma vitória da liberdade de expressão.

Conhecido pelo hit “Because I got high”, lançado em 2000 e indicado ao Grammy, Afroman afirmou ao longo do processo que utilizou as músicas também como forma de protesto e para lidar com os prejuízos materiais causados pela operação, que incluiu danos à sua propriedade. O rapper ainda criticou a ação policial, classificando-a como equivocada, e disse que a experiência teve impacto sobre sua família, especialmente seus filhos, que estavam na casa no momento da operação.

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