BOMBARDEIOS

Pelo menos 40 pessoas morreram no ataque dos EUA à Venezuela, diz jornal

Segundo o The New York Times, um militar do alto escalão das forças armadas venezuelanas afirmou que houve 40 mortes devido aos bombardeios dos EUA

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Pelo menos 40 pessoas morreram durante os bombardeios promovidos pelos Estados Unidos neste sábado (3/1) à capital da Venezuela, Caracas, durante a operação que capturou o ditador Nicolás Maduro. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times após ouvir militares venezuelanos. Até o momento, o governo da Venezuela não apresentou nenhum balanço sobre eventuais mortes ou feridos.

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A autoridade que conversou com o jornal norte-americano, sob condição de anonimato, informou que o número de 40 mortos inclui membros das Forças Armadas da Venezuela e civis. Conforme apurado pela AFP, as primeiras explosões fortes aconteceram pouco antes das 02h (03h em Brasília) em Caracas e arredores e continuaram até as 03h15 (04h15 em Brasília).

Entre os alvos atacados está o forte militar Tiuna, o mais importante do país. Em outra base, a de La Carlota, em Caracas, um veículo blindado foi consumido pelas chamas. Outras explosões foram registradas no oeste do país, em La Guaira (aeroporto internacional e porto de Caracas), em Maracay (100 km a sudoeste de Caracas) e em Higuerote (100 km a leste de Caracas), na costa caribenha.

A informação de que os bombardeios também atingiram populações civis foi confirmada pelo ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López. Segundo o militar, o Exército dos Estados Unidos atacou "com mísseis e foguetes disparados de helicópteros de ataque contra zonas residenciais habitadas por civis".

Já do lado dos Estados Unidos, o presidente norte-americano Donald Trump informou que nenhum de seus militares morreu, tendo apenas alguns "atingidos", mas que estão bem

Mais tarde, numa entrevista ao The New York Post, Trump afirmou que "muitos cubanos" perderam a vida durante a operação de captura de Maduro, sem detalhar números. Segundo o presidente norte-americano, "eles estavam protegendo Maduro" e "essa não foi uma boa decisão".

Segundo o chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, general Dan Caine, a operação militar para capturar Nicolás Maduro exigiu "meses de planejamento e ensaios" e contou com o uso de mais de 150 aeronaves.

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Com informações de Folhapress e AFP

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