ATAQUE NORTE-AMERICANO

Colômbia mobiliza militares para fronteira com Venezuela após ataques dos EUA

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que capturou o presidente da Venezuala, Nicolás Maduro neste sábado (3)

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou neste sábado (3) que ordenou a mobilização de militares para a fronteira com a Venezuela, após ataques dos Estados Unidos que, segundo Donald Trump, terminaram com a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

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Petro classificou as ações de Washington como uma "agressão à soberania" da América Latina e disse que elas terão como consequência uma crise humanitária.

Embora tenha proposto que a situação seja resolvida por meio do "diálogo", o presidente de esquerda afirmou na rede X que ordenou o "desdobramento da força pública" na fronteira com a Venezuela, onde atuam diversos grupos armados ilegais que se financiam com o narcotráfico.

Petro não mencionou a prisão de Maduro, um dos líderes mais próximos de seu governo na região.

Mais cedo, o presidente colombiano havia solicitado uma reunião "imediata" da OEA e da ONU para "estabelecer a legalidade internacional da agressão" dos Estados Unidos.

A Colômbia ocupa neste ano uma cadeira como membro não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, motivo pelo qual pediu que esse órgão seja convocado.

O presidente de esquerda tem sido um dos maiores críticos do desdobramento militar ordenado por Trump no Caribe nos últimos meses para supostamente combater o narcotráfico.

Petro acrescentou em outras publicações que determinou medidas para "preservar a estabilidade na fronteira". Um repórter da AFP observou normalidade no principal posto fronteiriço entre os dois países.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, afirmou que a força pública ativou "todas as capacidades" para evitar "qualquer tentativa de ataque terrorista" na fronteira por parte de grupos ilegais como o ELN.

Entre a Colômbia e a Venezuela operam guerrilhas que, segundo estudos, se movimentam em território venezuelano com o beneplácito do chavismo.

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Como parte de seu plano de combate ao narcotráfico, Trump havia afirmado recentemente que não descartava atacar laboratórios de produção de drogas na Colômbia, o que Petro classificou como uma ameaça de invasão.

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