Urso ataca sobre tratador, e parque encerra shows com animais
Homem carregava petiscos que teriam provocado o ataque; parque informou que ninguém se feriu, mas o show foi cancelado e protocolos de segurança serão revisados
Urso atacou tratador durante exibição; nenhum dos dois ficou ferido - (crédito: Reprodução)
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Um tratador do Parque Safari de Hangzhou, na província de Zhejiang, na China, foi atacado por um urso-negro durante um espetáculo no sábado (6/12). O episódio ocorreu no momento em que o animal era conduzido ao palco e, segundo a administração do parque, foi provocado pelo cheiro de um saco com cenouras e maçãs carregado pelo funcionário.
Vídeos registrados por visitantes mostram o urso derrubando o tratador e o prendendo no chão enquanto o público assistia assustado. Outros funcionários correram para ajudar e, sem equipamentos adequados, tentaram afastar o animal usando uma cesta de basquete, cadeiras, bastões e bambu. Em meio à confusão, um papagaio pousou no braço de um dos empregados.
Ao todos, o ataque durou 40 segundos. Depois, a equipe conseguiu arrastar o urso para longe do homem. No entanto, pouco depois, o animal voltou a avançar e quase derrubou o tratador novamente. Outro urso-negro, que também participaria do show, precisou ser contido e arrastado pela equipe para evitar novos ataques.
Em nota oficial, o Parque Safari de Hangzhou afirmou que tanto o tratador quanto o urso não sofreram ferimentos e que ambos “já se reconciliaram”. A administração pediu desculpas ao público pela experiência negativa e anunciou o cancelamento definitivo dos espetáculos com ursos-negros.
O parque informou ainda que o animal envolvido no ataque será monitorado para garantir seu bem-estar físico e mental e que uma revisão interna dos protocolos de segurança e resposta a emergências será realizada. “Agradecemos sinceramente a preocupação e o apoio de todos”, declarou a instituição.
Essa espécie quase foi extinta da Itália em 1999. Mas, graças a um projeto, quatro machos e seis fêmeas foram levados para as florestas de Trento para reprodução.
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Costumam viver solitários e procuram parceiros apenas no momento da reprodução.
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Ursos pardos podem correr em até 50km/h, nadar e subir em árvores.
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Originalmente, estes animais estão espalhados pela Sibéria, Alasca, norte do México, Himalaia e norte da África. Porém, como existem várias subespécies (mais de 90) podem ser vistos pelo mundo inteiro.
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O peso e o tamanho da espécie podem variar conforme a região onde habitam, podendo chegar a três metros e 800 quilos.
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No entanto, moradores da região onde Gaia foi capturada sentem medo de novos ataques.
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Pesquisas indicaram que 80% do povo italiano estavam do lado da ursa, para que ela continuasse viva.
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Muitos italianos foram às ruas para protestar cobrando que o animal fosse preservado.
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Maurício Fugatti, prefeito da província de Trento, defendia a ideia de matar a ursa. Mas ele enfrentou uma forte resistência.
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O conselho de estado da Itália estuda o pedido do grupo, que se ofereceu para transportar o animal.
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A LAV, associação que defendeu JJ4 do corredor da morte, pede que ela seja transferida para um refúgio de animais na Romênia.
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O conselho de estado italiano considerou "desproporcional" a ideia de condenar o animal à morte.
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Agora, o animal deve ser mantido em cativeiro para evitar que as pessoas sejam vÃtimas de novos ataques.
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Com a morte da mulher, a ursa poderia ser abatida, mas o judiciário italiano revogou a decisão.
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Os filhotes tinham aparentemente um ano e quatro meses quando ficaram sozinhos na floresta, após a captura da .
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Gaia, também conhecida como JJ4, foi capturada no local onde vivia com seus três filhotes.
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Em 5 de abril deste ano, a vítima corria na floresta de Monte Peller, na província de Trento, no norte da Itália.
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Uma ursa parda chamada Gaia foi a 'julgamento' por matar uma mulher de 26 anos. Ela seria morta, mas, após muita polêmica, a justiça decidiu mantê-la viva. O FLIPAR mostrou e republica para quem não viu.
Sheila Brown / Domínio Público