VÍTIMA DO NAZISMO

Adolescente desvenda ‘mistério familiar’ em visita a Auschwitz

Garoto encontrou registros do tio-avô desaparecido há mais de 80 anos em viagem ao campo de concentração nazista

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O americano Yuval, de 17 anos, fez uma viagem a Auschwitz, na Polônia, um dos maiores campos de concentração nazista. Mas, o que era para ser uma visita para fins históricos, acabou pondo um ponto final no desaparecimento de um membro da família, há mais de 80 anos. 

O garoto via uma exposição de obras de artes infantis no campo de concentração. Ao lado de uma das peças, ele notou o nome de seu tio-avô Freddy Popper, então com 13 anos, cujo destino tinha sido perdido para sua família.



“Até agora, o destino de Freddy eram apenas rumores. Esta viagem deu à minha família uma prova e um encerramento que nunca imaginamos ser possível”, declarou o adolescente ao New York Post. O avô de Yuval, Michael Popper, tinha 10 anos quando Freddy desapareceu. Ele cresceu sem saber o paradeiro de seu irmão, que desapareceu quando sua família foi separada, na Eslováquia. 

Freddy Popper tinha 13 anos quando foi separado da família

Freddy Popper tinha 13 anos quando foi separado da família

Acervo pessoal

Michael foi enviado para as montanhas para se esconder no celeiro de uma família cristã. Enquanto Freddy foi enviado para a casa dos tios em Budapeste. O casal se suicidou antes da invasão nazista, imaginando que Freddy sobreviveria. 

Michael conseguiu se salvar e sobreviveu à guerra, mas levou o trauma da separação do irmão até sua morte, em 2020. O neto, Yuval, viajou a Auschwitz para o 80º aniversário da libertação do local, marcado como o Dia Internacional da Memória do Holocausto na segunda-feira (27/1). Ele viajou ao local com um grupo de jovens, chamado Amigos de Israel.

“Pensei em milhares de cenários sobre o que aconteceria na viagem. E eu não poderia imaginar que seria resolver esse mistério familiar”, confessou. A mãe de Yuval, Michal Poran, também estava na viagem, acompanhando o grupo, e revelou que ainda sonhava em encontrar o paradeiro do tio, mas a descoberta a deixou atordoada. “Eu vi o nome e meu coração parou. Eu não conseguia recuperar o fôlego. Tudo isso remexeu algo que estava quebrado há gerações”, disse a mulher, de 46 anos.

Emocionada, a mulher disse que chorou, mas “não lágrimas de alegria, nem de tristeza”. Ela  enviou uma foto com o nome do tio para o resto da família instantes depois. “Foi como uma pista, um aceno de mão do passado. Foi incrível”, declarou.

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Yuval, que é estudante do último ano do ensino médio, pretende usar a experiência para escrever sua redação para a faculdade. “Senti como se toda a minha família — gerações e gerações da minha família — estivesse comigo, atrás de mim, me segurando. Eu realmente queria que meu avô tivesse visto isso e pudéssemos ter conversado sobre isso. Teria sido triste, mas acho que ele ficaria orgulhoso de mim por ter feito essa viagem e encontrado esse pedaço da história da família”, lamentou. 

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