Fotos enviadas ao Estado de Minas mostram como é o interior do apartamento onde o corpo de Marilene Fátima, de 53 anos, foi encontrado nessa quinta-feira (5/11), em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. O imóvel havia sido adquirido em leilão por Kalina, de 36 anos, que agora pretende desistir da compra e recuperar o dinheiro investido.
O apartamento fica na Avenida Wilson Gomes Coelho, em um condomínio residencial da cidade. A descoberta aconteceu quando Kalina entrou no imóvel acompanhada de um chaveiro contratado para abrir a porta.
Segundo a Polícia Militar (PM), o corpo da antiga proprietária estava sobre uma cama. A compradora ficou profundamente abalada com a situação e não teve condições de acionar os militares. A ligação foi feita pelo chaveiro.
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Apartamento foi adquirido em leilão
Kalina havia comprado o imóvel cerca de dois meses antes e sabia que ainda havia móveis e pertences da antiga proprietária no local.
Desde então, tentava contato com familiares de Marilene, por intermédio da síndica do condomínio, para providenciar a retirada dos objetos.
Sem conseguir resolver a situação, decidiu contratar um chaveiro para abrir o apartamento.
A Sousa Leilões, empresa responsável pelo leilão, informou que o imóvel havia sido retomado pela Caixa Econômica Federal em razão de atrasos no pagamento do financiamento.
Segundo a empresa, a propriedade foi consolidada em nome do banco em 28 de abril de 2026. Dois leilões foram realizados em julho, mas terminaram sem interessados. Posteriormente, Kalina adquiriu o apartamento.
Compradora quer desfazer negócio
Em nota, a Sousa Leilões informou que acompanha o caso e presta assistência jurídica à compradora, que manifestou interesse em desfazer a aquisição e recuperar os valores investidos.
A empresa analisa as notificações realizadas pelo banco antes da retomada do imóvel e a possível existência de cobertura de seguro habitacional.
Um dos pontos a serem esclarecidos é a data da morte de Marilene. Caso seja constatado que ela já havia falecido quando as notificações foram realizadas, poderá haver fundamento para questionar judicialmente o procedimento.
Durante a perícia, foram encontradas cartas manuscritas atribuídas à antiga proprietária, com mensagens de despedida e orientações sobre sepultamento e pagamento de contas.
A causa e a data da morte ainda dependem de confirmação da Polícia Civil.
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