Subiu para 37 o número de pessoas que precisaram deixar um conjunto de moradias no Bairro Nazaré, na Região Nordeste de Belo Horizonte, após parte do imóvel desabar na madrugada dessa quinta-feira (5/11), depois do temporal que atingiu a capital e Região Metropolitana.

Inicialmente, 32 pessoas de 11 famílias deixaram o local e foram encaminhadas ao Abrigo Tia Branca, na Rua Além Paraíba, no Bairro Bonfim. Na nova vistoria, o órgão municipal encontrou problemas em outras duas casas. Uma delas corre o risco de ter a laje do primeiro andar derrubada. Como as moradias são ligadas umas às outras, a casa vizinha também pode ser atingida.

Segundo o agente de proteção da Defesa Civil, Marcos Vinícius Vitório, as duas famílias foram orientadas a deixar as casas após a identificação do risco de queda da estrutura que permaneceu de pé. Os moradores receberam a oferta de acolhimento em um abrigo municipal, mas preferiram ficar na casa de parentes.

Risco de nova queda

A equipe da Defesa Civil esteve no endereço durante a madrugada, logo após o desabamento, para fazer a primeira avaliação da estrutura e orientar a saída dos moradores. Pela manhã, os agentes voltaram ao local para uma vistoria complementar.

Durante a nova avaliação, os agentes identificaram que a parte da construção que permaneceu de pé também corre risco de cair. O imóvel fica na esquina das ruas Benjamin Fraga e Angelina de Mattos. O trecho que desabou fica voltado para a Rua Benjamin Fraga, enquanto a estrutura que ainda está de pé fica nos fundos, voltada para a Rua Angelina de Mattos, e pode atingir as duas vias caso venha abaixo.

Por causa do risco, a Defesa Civil vai pedir à BHTrans que feche trechos das duas ruas para evitar a passagem de pedestres e veículos.

O dono do imóvel será notificado novamente e deverá contratar um engenheiro para avaliar a construção e indicar o que precisa ser feito para evitar novos acidentes.

Como foi o desabamento

Parte do imóvel desabou na madrugada dessa quinta (5/11), por volta das 23h. A construção tem três andares, estrutura precária e pequenas vigas de apoio. Alguns cômodos eram usados como depósito de materiais de um bota-fora.

Antes da queda, um dos moradores percebeu rachaduras e ouviu estalos na estrutura. Ele avisou os vizinhos, que conseguiram deixar o local. Ninguém ficou ferido.

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* Estagiária sob supervisão da editora Ellen Cristie.

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