Concurso do "Melhor Roedor de Pequi do Mundo" tem disputa acirrada
Prova curiosa foi realizada em Montes Claros, dentro da programação da Festa Nacional do Pequi. Disputa tem até conferência de resultado, como se fosse a revisão do VAR no futebol
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Contagem regressiva para a largada, disputa acirrada, animação e até conferência do resultado como se fosse uma revisão do VAR no futebol. Este foi o clima animado da quarta edição do concurso do "Melhor Roedor de Pequi do Mundo", promovida em Montes Claros, no Norte de Minas, na tarde deste sábado (7/11).
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A curiosa competição contou com 17 participantes, entre homens e mulheres, que tiveram como desafio roer a maior quantidade possível de pequis em 10 minutos. O vencedor roeu 46 pequis nesse intervalo de tempo.
A prova aconteceu no bar, restaurante e espaço cultural Venda do Fred, estabelecimento que reúne gastronomia, história e tradições culturais da cidade e da região dos Gerais. Entre outros convidados, o prefeito do município, Guilherme Guimarães (União) acompanhou a disputa.
O evento foi inserido na programação da 33ª Festa Nacional do Pequi, realizada pela Prefeitura de Montes Claros e que prossegue até domingo (8/11), O objetivo é estimular a sustentabilidade ambiental , a preservação e a valorização do fruto-símbolo do Cerrado. A festa conta com barracas de comidas típicas e apresentações culturais na Avenida Viriato Ribeiro Aquino, perto da rodoviária da cidade, no Bairro dos Canelas. A atração principal da noite deste sábado é o cantor e compositor Geraldo Azevedo.
O concurso do Melhor Roedor de Pequi do Mundo teve como animador o empreendedor Fred Rocha (dono da Venda do Fred), que também foi o idealizador da prova. Ele fez uma contagem regressiva para o início da competição, com os participantes sendo impedidos de fazer movimento antes – como nas provas de corrida de olimpíadas.
Ao se inscreverem, os participantes se submeteram a algumas normas, como, por exemplo, “não é permitido tirar a polpa do pequi com a unha (deve ser roído apenas com a boca/dentes)”. O regulamento também diz que “é proibido roer e devolver" ou cuspir partes de volta para a porção, e ainda desperdiçar a polpa”.
Os “roedores de pequi” foram avaliados por uma comissão julgadora, que, além da quantidade de frutos roídos, observou alguns aspectos como: “Qualidade da roída" (o aproveitamento limpo do caroço sem desperdício)”, “boca e dentes verdadeiramente amarelados (sinal do óleo e da autenticidade do consumo)” e “ausência de "frescura" para pegar e manusear o fruto, além de demonstração de paixão pelo pequi.
Dois concorrentes ficaram empatados. Para definir quem seria o segundo colocado, a comissão julgadora teve que fazer uma reavaliação das quantidades de pequis roídos e da “qualidade da roída”, como se fosse uma “revisão do VAR”.
O primeiro colocado quarta edição do concurso do "Melhor Roedor de Pequi do Mundo". foi o ambientalista Luis Carrazza, que roeu 46 pequis em 10 minutos e recebeu uma premiação de R$ 500,00 em dinheiro e brindes, além de troféu; Ele é secretário-executivo da Articulação Central do Cerrado, de Brasília (DF). O segundo colocado foi o operador de máquinas Délio Souza Silva, que roeu 45 pequis em 10 minutos. Ele tinha sido o campeão da edição do concurso de 2025. O terceiro colocado foi Geraldo Batista, com 42 pequis roídos.
“Pra mim, foi muita honra ter sido campeão desse concurso. Isso aqui não é simplesmente uma competição, mas uma celebração da riqueza do Cerrado e da tradição de roer pequi”, declarou Luis Carrazza.
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O vencedor disse que saiu de Brasília e viajou até Montes Claros apenas para participar da Festa Nacional do Pequi, destacando o caráter inusitado da competição. “Esse concurso foi uma surpresa pra mim”.