Foi definida a data do julgamento de Welbert de Souza Fagundes, acusado de assassinar o sargento da Polícia Militar Roger Dias da Cunha. A sessão foi agendada para 9 de novembro, às 8h30, no Plenário da 2ª Presidência do Tribunal do Júri de Belo Horizonte. A decisão é da juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva, que também manteve a prisão preventiva do suspeito.
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Welbert está preso desde o dia do crime e responderá por homicídio triplamente qualificado – ou seja, com três agravantes que tornam a pena mais grave. O homem é suspeito por atirar sem dar chance de defesa à vítima, agir para tentar garantir que não seria preso pelo roubo prévio do carro e cometer o assassinato contra um agente de segurança pública no exercício da função. Além da morte do sargento, ele é acusado de tentar matar outro policial militar durante a abordagem e de porte ilegal de arma de fogo.
Recurso negado e decisão do júri
Em julho de 2026, a 7ª Câmara Criminal do TJMG negou o recurso apresentado pela defesa do acusado contra a sentença de pronúncia. Durante o processo, a defesa de Welbert tentou sustentar que o suspeito agiu em legítima defesa e com incapacidade por transtornos psiquiátricos.
No entanto, laudos do Instituto Médico-Legal (IML) atestaram que ele tinha capacidade de compreender a gravidade de seus atos, enquanto imagens de câmeras de segurança descartaram ameaça prévia por parte dos policiais na abordagem.
Relembre o crime
O caso ocorreu em 5 de janeiro de 2024, no Bairro Novo Aarão Reis, na Região Norte da capital mineira. Na ocasião, Welbert e Geovanni Faria de Carvalho estavam em fuga da Polícia Militar em um veículo roubado. Ambos usaram o benefício da saída temporária de fim de ano ("saidinha") e não haviam retornado.
Após o carro em fuga bater contra um poste e atingir um motociclista, a dupla continuou a fuga a pé. Ao ser alcançado e receber ordens para se render, Welbert sacou uma arma e efetuou disparos à queima-roupa contra a cabeça do sargento Roger Dias. O militar chegou a ser socorrido, mas acabou falecendo.
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Condenação do comparsa
O comparsa de Welbert, Geovanni Faria de Carvalho, já foi julgado pelo Tribunal do Júri e condenado em agosto de 2025 a 13 anos e 7 meses de prisão em regime fechado. A condenação de Geovanni abrangeu quatro tentativas de homicídio – três contra os demais policiais militares que atuavam na ocorrência e uma contra o motociclista atingido durante a perseguição de carro. (Com informações de Bruno Luis Barros e Melissa Souza)
