PM da reserva suspeito de matar policial penal continuará preso
Decisão judicial converteu a prisão em flagrante em preventiva durante audiência de custódia nessa terça-feira (13/10)
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O policial militar da reserva, investigado por matar o policial penal Wellington Silvio da Costa, de 50 anos, em um bar, no Bairro Casa Branca, na Região Leste de Belo Horizonte, teve a prisão preventiva decretada. O PM, identificado como Ronei Wanderson Rodrigues de Souza, passou por audiência de custódia nessa terça-feira (13/10), quando a prisão em flagrante foi convertida.
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Na decisão, a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, da Central de Audiências de Custódia (Ceac) da Comarca da Capital, argumentou que a gravidade dos fatos justificava a conversão da prisão em flagrante em preventiva, para a garantia da ordem pública. Segundo ela, a dinâmica dos fatos requer esclarecimentos e, para isso, é necessário o aprofundamento das investigações.
"Sobreleva notar que a legítima defesa exige a utilização moderada dos meios necessários para repelir injusta agressão, atual ou iminente, direito cuja configuração depende da análise do contexto fático e das circunstâncias concretas em que ocorreu a ação", destacou a magistrada em sua decisão.
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Ronei Wanderson foi encontrado pelos policiais militares portando duas armas de fogo, conforme informações do Auto de Prisão em Flagrante. Questionado, ele relatou que estava conversando com o dono do bar e, ao caminhar em direção à saída, foi abordado pela vítima. Ele ainda disse que, o policial penal teria iniciado o movimento de sacar a arma de fogo da cintura, razão pela qual efetuou um disparo "em legítima defesa". A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu durante o atendimento médico.