Um acidente com um avião monomotor de pequeno porte mobilizou equipes de resgate e autoridades nesta sexta-feira (9/10) em Belo Horizonte. A aeronave se chocou contra a estrutura do pátio de manutenção de vagões do metrô da capital na Estação São Gabriel, gerando uma explosão seguida de incêndio. O piloto não sobreviveu e, devido ao impacto e o fogo, nada dentro da aeronave foi preservado, impossibilitando a identificação imediata da vítima ou da documentação do voo.
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Em coletiva de imprensa no local do acidente, o tenente Barcelos, porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), detalhou o cenário de destruição e o trabalho das guarnições para isolar os riscos na área.
Destruição total
De acordo com o porta-voz, a queda violenta e a presença de combustível volátil, provocaram um incêndio instantâneo que consumiu por completo o interior da fuselagem.
"Nenhum documento foi encontrado, queimou tudo por dentro. É um cenário que gera ali imediatamente o incêndio, a explosão, pela força, pela dinâmica, pela presença de combustível. Então, a gente não tem ali vestígios preservados que possam trazer para a gente algum indício de causa", explicou o tenente Barcelos.
As altas chamas dificultaram, inclusive, a identificação do piloto ou a confirmação de idade e sexo. As equipes realizaram uma varredura cautelosa para assegurar que não havia uma segunda pessoa a bordo.
Dinâmica do acidente e "escudo" para funcionários do metrô
Antes de atingir o galpão de manutenção, o monomotor colidiu contra um poste de sustentação da rede elétrica do metrô. Parte da fuselagem ficou presa aos cabos de alta tensão suspensos.
Apesar da gravidade do impacto, nenhum funcionário do Metrô BH ficou ferido. O tenente Barcelos destacou que a própria estrutura dos trens estacionados no galpão atuou como barreira de proteção.
"Lá dentro do galpão existe um veículo ferroviário num trabalho de manutenção. Essa própria composição, pela sua robustez, acabou protegendo e servindo de escudo para muitos funcionários que trabalhavam ali dentro no momento da queda."
A circulação comercial dos trens da capital não sofreu alterações nem prejuízos, já que a ocorrência ficou restrita à parte voltada à manutenção dos trens.
Combustível queimando sob controle e risco de explosão
Para garantir a segurança das equipes de socorro e perícia, os bombeiros atuaram no combate ao fogo e no monitoramento de vazamentos de combustível e vapores inflamáveis. A energia da fiação atingida foi desligada a pedido do CBMMG.
"Ainda é possível ver algumas chamas, mas elas dão conta de uma queima controlada do combustível presente em uma das asas que se preservou da fuselagem. Mantivemos essa queima controlada pelas nossas guarnições justamente para mitigar o risco de incêndio ou explosão", ressaltou o oficial.
Cerca de 30 bombeiros militares e nove viaturas foram empenhados inicialmente no atendimento. Um drone foi utilizado para analisar a cobertura e as estruturas superiores do galpão danificado.
Investigação das causas
O local foi isolado em um raio aproximado de 100 metros para garantir o trabalho da perícia. A Polícia Civil de Minas Gerais e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, foram acionados para conduzir as investigações sobre a origem do acidente e a regularidade do voo.
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De acordo com o cadastro consultado, o avião constava com situação normal e tinha Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) com validade até 9 de outubro de 2027. O registro também classificava a operação como privada. Essas informações cadastrais, fornecidas por meio do site da Anac, no entanto, não permitem determinar as condições mecânicas da aeronave no momento do acidente nem esclarecer as causas da queda.
