Um grupo criminoso é investigado por usar falsos brindes e encomendas para obter fotografias, dados pessoais e biometria facial de vítimas e, posteriormente, contratar financiamentos de veículos sem autorização. O esquema é alvo da Operação Brinde Facial, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8/10), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

Segundo a Polícia Federal (PF), foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. As investigações apontam que uma empresa ligada ao grupo movimentou mais de R$ 7,1 milhões entre 2022 e 2023.

Como funcionava o golpe?

De acordo com as investigações, os suspeitos abordavam pessoas se apresentando como responsáveis pela entrega de brindes ou encomendas.

Durante o contato, solicitavam fotografias, reconhecimento facial e informações cadastrais das vítimas. Os dados eram posteriormente utilizados, sem o conhecimento ou consentimento dos titulares, para obter financiamentos de veículos.

Até o momento, a Polícia Federal identificou quatro financiamentos fraudulentos, que somam aproximadamente R$ 453 mil.

Os valores foram depositados na conta de uma empresa investigada, que, conforme laudos periciais, movimentou mais de R$ 7,1 milhões em créditos entre 2022 e 2023, apesar de possuir capital social de apenas R$ 10 mil.

A investigação também aponta que, depois de receber o dinheiro, a empresa realizava transferências rápidas e fracionadas para contas de pessoas ligadas ao grupo, em uma tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos.

Investigados podem pegar até 11 anos de prisão

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de obtenção fraudulenta de financiamento e associação criminosa.

Segundo a Polícia Federal, as penas somadas podem chegar a 11 anos de prisão, além de multa, em caso de condenação.

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As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e verificar a existência de novas vítimas do esquema.

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