Operação do MPMG combate fraudes milionárias na limpeza urbana no Sul de Minas
Ação cumpre mandados e afasta servidores por suspeita de desvios de R$ 4 milhões. Entenda os desdobramentos das investigações na região mineira
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e três mandados de afastamento cautelar de funções públicas nesta quarta-feira (28/10). As medidas apuram a atuação de uma organização criminosa envolvida em crimes de corrupção, fraudes em licitações e irregularidades em contratos públicos.
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As ações judiciais foram executadas em quatro municípios do Sul de Minas:
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Pouso Alegre;
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São Gonçalo do Sapucaí;
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Gonçalves;
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Varginha.
Além das buscas e dos afastamentos cautelares determinados pela Justiça, um mandado de prisão preventiva segue em cumprimento até o fechamento da divulgação.
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Órgãos mobilizados na operação
A força-tarefa reuniu diferentes frentes de atuação do Ministério Público de Minas Gerais para o cumprimento das ordens judiciais:
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Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal;
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5ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre;
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Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Sul de Minas;
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Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Pouso Alegre.
Os trabalhos nos municípios contaram também com o apoio operacional da Polícia Militar de Minas Gerais e da Polícia Civil de Minas Gerais.
Investigação sobre limpeza urbana
As apurações começaram em 2023, a partir de investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. O foco dos levantamentos envolve contratos públicos relacionados a serviços de limpeza urbana em municípios de Minas Gerais e de São Paulo.
Segundo as apurações, um grupo empresarial desse setor ofereceu vantagens indevidas a agentes públicos municipais. O objetivo era obter benefícios ilícitos em contratações voltadas a diferentes atividades:
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coleta de resíduos sólidos;
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transporte e destinação final de resíduos em aterros sanitários;
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locação de caminhões.
Superfaturamento e prejuízo aos cofres públicos
As investigações também apontam indícios de superfaturamento dos contratos firmados após as contratações públicas com as administrações municipais.
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Somente em relação aos contratos analisados no município de São Gonçalo do Sapucaí, o prejuízo estimado aos cofres públicos é de aproximadamente R$ 4 milhões. Esse valor calculado compreende o período entre dezembro de 2021 e abril de 2026.