Chef suspeito de importunação sexual contra funcionária é solto em BH
Responsável pelo restaurante Paladino, na Pampulha, teve liberdade provisória concedida pela Justiça; acusado deverá cumprir medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico
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Um chef de cozinha de 47 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na terça-feira (20/10), suspeito de importunação sexual contra uma funcionária de 20 anos no restaurante Paladino, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O chef, Marcelo Haddad Guerra, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça na tarde de quarta-feira (21/10), após audiência de custódia.
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Segundo a PCMG, a vítima trabalha como recreadora infantil no estabelecimento. Ela relatou que, no dia dos fatos, foi até uma sala onde são armazenados materiais lúdicos, acompanhada pelo suspeito, um dos responsáveis pelo funcionária.
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Ainda conforme o relato, durante uma conversa no local, o homem fez perguntas íntimas e tocou a funcionária de forma inapropriada. A jovem afirmou que se afastou e pediu que ele interrompesse os contatos físicos. Segundo a vítima, o suspeito ainda minimizou a situação, dizendo que se tratava de uma brincadeira.
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O restaurante Paladino publicou uma nota nas redes sociais em que afirma ter tomado ciência da suspeita de prática ilícita envolvendo um de seus colaboradores. Segundo o comunicado, o chef foi afastado das atividades da empresa até que os fatos sejam esclarecidos.
Prisão em flagrante
Após receber as informações, policiais da 3ª Delegacia de Polícia Noroeste foram até o restaurante e abordaram o suspeito quando ele deixava o estabelecimento. Questionado, o homem alegou que acreditava que o contato físico era consentido.
O celular do investigado foi apreendido, e ele foi encaminhado ao sistema prisional.
Liberdade provisória
A Justiça concedeu liberdade provisória ao investigado, sem pagamento de fiança, durante a audiência de custódia. A decisão levou em consideração, entre outros fatores, a primariedade do investigado, a ausência de outro registro de prisão e a manifestação favorável do Ministério Público à soltura.
Apesar da liberação, Marcelo deverá cumprir medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico e a proibição de se aproximar da vítima a menos de 300 metros. Ele também está proibido de manter qualquer tipo de contato com a funcionária.
A decisão determinou o recolhimento domiciliar noturno, das 20h às 6h, nos dias úteis, além da permanência em casa durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados, pelo prazo de 90 dias.
O descumprimento das medidas cautelares poderá resultar na decretação da prisão preventiva. O auto de prisão em flagrante tramita sob segredo de Justiça.
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*Estagiário sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria