Veja o que diz o Aeroporto da Pampulha após análise de combustível da ANP
Coletas de amostras pela ANP foram motivadas pelos dois acidentes fatais registrados na última sexta-feira (9). Ambas as aeronaves decolaram do Aeroporto da Pampulha e caíram com poucas horas de diferença, resultando em quatro mortes
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A administração do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, informou que está colaborando com as autoridades e prestando todo o apoio às investigações que apuram se combustível adulterado ou de má qualidade pode ter causado duas quedas de aeronaves ocorridas no mesmo dia em Minas Gerais.
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Na última terça-feira (13/10), a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recolheu amostras do produto no terminal para perícia. Além disso, os fiscais examinaram registros das operações de abastecimento no local.
Em nota enviada à imprensa, a gestão do aeroporto ressaltou que não realiza diretamente a distribuição do insumo no local:
"A administração do Aeroporto esclarece que está colaborando com as autoridades competentes e prestando todo o apoio necessário às apurações em andamento.
Destacamos que a administração aeroportuária não executa diretamente serviços de abastecimento. O fornecimento e o abastecimento de combustíveis de aviação são realizados por empresas especializadas, responsáveis pela qualidade dos produtos comercializados e pelo cumprimento das normas aplicáveis à atividade.
Reafirmamos nosso compromisso com a segurança operacional e permanecemos à disposição das autoridades para contribuir com os esclarecimentos necessários."
Relembre os acidentes
As coletas de amostras pela ANP foram motivadas pelos dois acidentes fatais registrados na última sexta-feira (9/10). Ambas as aeronaves decolaram do Aeroporto da Pampulha e caíram com poucas horas de diferença, resultando em quatro mortes.
Durante a manhã, o monomotor Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo (matrícula PT-VHE), pertencente à empresa baiana de agronegócio Bello Fruit, colidiu contra um poste da rede elétrica e caiu sobre o pátio de manutenção de vagões do metrô, na Estação São Gabriel, em Belo Horizonte, provocando explosão e incêndio.
A aeronave realizava um voo de teste rumo a Juatuba, na Grande BH. O piloto, Daniel de Souza da Silva Salomão, de 31 anos, natural de Cachoeira (BA), era o único ocupante e morreu no local. Nenhum funcionário do metrô em solo ficou ferido.
No fim da tarde, por volta das 16h20, um bimotor Beechcraft Super King Air 300 da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) caiu às margens do km 43 da BR-458, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. A aeronave realizava um voo de checagem.
Seus três ocupantes morreram: o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice dos Santos Almeida e Gabriela Emília Soares Lacerda Resende.
Regularidade e fiscalização
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os registros das duas aeronaves estavam regulares, e os proprietários confirmaram que as manutenções estavam em dia.
A ANP destacou que a última fiscalização realizada nos fornecedores do Aeroporto da Pampulha foi feita em outubro de 2025, ocasião em que nenhuma irregularidade no combustível foi constatada. Caso os testes laboratoriais indiquem problemas graves nas amostras coletadas na terça-feira (13), o órgão regulador poderá adotar medidas cautelares, como a interdição das distribuidoras envolvidas.
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As causas oficiais das duas tragédias seguem sob investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).