Homem invade terreiro, ameaça fiéis de morte e é preso em João Monlevade
Suspeito responderá em liberdade por ameaça; comunidade do Ilê Asé Dan Iji Lomin emite nota de repúdio e cobra proteção policial
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Um homem de 40 anos foi preso pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) na madrugada do último sábado (10/10), após invadir e causar distúrbios em um terreiro de religião de matriz africana localizado na Rua São Bento, no Bairro Ernestina Graciana, em João Monlevade, Região Central de Minas Gerais. O suspeito proferiu ameaças de morte, ataques preconceituosos e danificou a estrutura do espaço.
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Ocorrência e prisão
De acordo com o registro da PMMG, o fato ocorreu por volta de 00h29. O autor invadiu o local durante uma celebração religiosa exibindo sinais aparentes de embriaguez e comportando-se de maneira agressiva.
Ao ser solicitado a deixar o espaço, o indivíduo reagiu de forma exaltada, proferindo ataques preconceituosos aos praticantes e ameaçando-os de morte. Na saída, chutou o portão de entrada.
A Polícia Militar foi acionada e localizou o homem nas proximidades do local do fato. Diante do comportamento agressivo e da resistência, os militares prenderam em flagrante o suspeito, conduzindo-o à Polícia Civil.
Posição da Polícia Civil
Após ser levado pela PM, o suspeito foi ouvido no próprio sábado pelo Plantão Digital da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Ele prestou depoimento e foi liberado em seguida.
Contra o homem, a instituição registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de ameaça — procedimento adotado em infrações de menor potencial ofensivo. Com isso, o investigado responderá em liberdade e deverá comparecer à Justiça em audiência futura para prestar esclarecimentos. A Polícia Civil informou que o caso segue em apuração.
Repúdio do centro religioso
O terreiro Ilê Asé Dan Iji Lomin divulgou uma Nota de Repúdio denunciando a violência sofrida e criticando a demora para a conclusão dos procedimentos na delegacia.
No comunicado, a liderança e os membros da Casa de Santo repudiaram veementemente o ato violento e reforçaram que o momento de fé e acolhimento foi brutalmente interrompido por intolerância e agressão:
"Intolerância religiosa não é opinião. Não é brincadeira. Não pode ser naturalizada. O Ilê Asé Dan Iji Lomin reafirma seu compromisso com a preservação de sua fé, de sua comunidade e do direito de exercer livremente sua religião, com dignidade, segurança e respeito."
A comunidade religiosa também lamentou ter passado toda a madrugada e parte do dia seguinte aguardando o atendimento formal na delegacia, onde seus integrantes passaram a madrugada e parte
do dia seguinte. O grupo cobrou mais agilidade e proteção das autoridades diante de atos que violem a
liberdade de culto.
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*Estagiário sob supervisão da subeditora Juliana Lima