"Ases indomáveis", diz coronel após morte de militares em queda de avião
As mortes foram confirmadas pela própria PM. A ocorrência foi registrada na altura do km 43 da BR-458, em Santana do Paraíso, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço
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Três oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) morreram nesta sexta-feira (9/10) em um acidente aéreo envolvendo o avião de pequeno porte Pégasus 17, da corporação, em Santana do Paraíso, a 15km de Ipatinga, no Vale do Aço. A informação foi confirmada pela própria PM, que lamentou as mortes. A ocorrência foi registrada na altura do km 43 da BR-458, em Santana do Paraíso, nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço.
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“Talvez essa seja a coletiva mais difícil da minha vida”, afirmou o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PM, ao conversar com jornalistas no início da noite desta sexta-feira (9/10).
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Os oficiais mortos foram identificados como o tenente-coronel Luis Silvestre, comandante do Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado (ComAvE); a 1ª tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende; e a 1ª tenente Alice Almeida. A aeronave era utilizada para o transporte de órgãos.
“Perdemos três ases indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo. Foram mais de 2 mil transplantes e boa parte deles na mão do tenente-coronel Silvestre”, declarou Flávio Santiago, emocionado.
Silvestre integrava os quadros da Polícia Militar havia mais de 20 anos e era o instrutor mais capacitado da corporação. Segundo o coronel Santiago, ele acumulava mais de 5 mil horas de voo. Natural de Belo Horizonte, tinha 49 anos e deixou a esposa e três filhos.
Ainda segundo o diretor de Comunicação Organizacional, a tenente Gabriela Emília, também natural de Belo Horizonte, tinha cerca de 300 horas de voo e foi a primeira mulher habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa no ComAvE. Aos 35 anos, a policial havia retornado recentemente da licença-maternidade. Ela deixou o marido e dois filhos pequenos. Já a tenente Alice, natural do Sul de Minas, também acumulava cerca de 300 horas de voo. Ela tinha 34 anos.
Segundo nota do Governo de Minas, os três oficiais estavam em um voo de treinamento periódico e obrigatório para rechecagem de habilitação, previsto no plano de treinamento operacional da corporação, no momento da queda da aeronave.
A QUEDA
Durante a coletiva de imprensa, a PM informou que o Pégasus 17, um bimotor modelo Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO, decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16 de sexta-feira (9/10) e pousou no Aeroporto Regional de Ipatinga às 15h59. Após decolar novamente, a aeronave caiu nas proximidades do terminal, às margens do km 43 da BR-458. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foi acionado às 16h20 para atender à ocorrência.
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Em nota, o Governo de Minas manifestou profundo pesar pela morte dos três policiais militares e decretou luto oficial de três dias em todo o estado.