QUEDA DE AVIÃO

Avião que caiu em pátio do metrô de BH tinha situação cadastral "normal"

Embraer Corisco II Turbo tinha Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até outubro de 2027; piloto morreu no acidente

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A aeronave que caiu no pátio de manutenção do metrô, atrás da Estação São Gabriel, em Belo Horizonte, é um Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo, modelo de pequeno porte equipado com um único motor. De acordo com o cadastro consultado, o avião constava com situação normal e tinha Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) com validade até 9 de outubro de 2027. O registro também classificava a operação como privada. Essas informações cadastrais, no entanto, não permitem determinar as condições mecânicas da aeronave no momento do acidente nem esclarecer as causas da queda.

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O avião, de matrícula PT-VHE, decolou do Aeroporto da Pampulha no fim da manhã desta sexta-feira (9/10). Segundo o Corpo de Bombeiros, o plano de voo previa um pouso em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, seguido do retorno à capital. A queda ocorreu instantes após a decolagem. O piloto morreu.

O CVA é um documento relacionado à verificação das condições de aeronavegabilidade da aeronave. A validade registrada até outubro de 2027 é um dado documental, mas não significa que todos os sistemas e componentes do avião estivessem funcionando normalmente no momento do acidente. A identificação de eventuais falhas depende da apuração técnica.

O cadastro também informa que a aeronave estava autorizada a realizar voos sob regras de voo por instrumentos, inclusive no período noturno, conforme as condições aplicáveis. A sigla IFR, do inglês Instrument Flight Rules, identifica procedimentos que permitem a condução do voo com base nos instrumentos e nas regras de navegação correspondentes.

A autorização, contudo, não significa que o avião estivesse necessariamente em operação noturna ou que essa característica tenha relação com a queda. O acidente ocorreu durante o dia, pouco depois da decolagem.

Operação privada

Segundo os dados cadastrais, a operação da aeronave era classificada como privada. O registro não indicava autorização para transporte aéreo comercial sob as regras aplicáveis ao táxi aéreo (RBAC 135) ou ao transporte aéreo regular abrangido pelo RBAC 121. Também não constavam autorizações para serviço aéreo especializado ou para voos de instrução sob o RBAC 141.

A classificação ajuda a identificar a natureza da operação registrada, mas não permite concluir, isoladamente, qual era a finalidade do voo realizado nesta sexta-feira. O cadastro aponta a empresa Bello Fruit Importação e Exportação Ltda. como operadora do avião. Essa informação, por si só, não significa que a aeronave estivesse transportando mercadorias ou que o deslocamento tivesse finalidade comercial.

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As circunstâncias da queda deverão ser esclarecidas pelos órgãos responsáveis pela investigação aeronáutica. A situação cadastral normal e a validade do certificado não descartam a possibilidade de falhas mecânicas ou de outros fatores que possam ter contribuído para o acidente.

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