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Família divulga data e local do velório de criança morta na MG-030

Maittê Luíza estava com os pais no veículo no momento do tiroteio. O pai da menina também morreu

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A família de Maittê Luíza, de 5 anos, morta em tiroteio na MG-30, em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na noite dessa segunda-feira (5/10), divulgou nota de pesar e indicou o local do enterro da criança. O pai de Maittê também morreu na ocorrência.

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“Com imenso pesar, comunicamos o falecimento da nossa pequena anjinha Maittê Luíza. Um anjinho que veio nos ensinar o que é amor puro e agora brilha no céu”, afirma a família em nota.

Segundo a família, a cerimônia será realizada no Cemitério Municipal, na Rua do Rosário, 209, em Rio Acima, a partir das 13h desta quarta-feira (7/10).

O crime

A pequena Maittê e o pai, de 25 anos, morreram na noite dessa segunda-feira (5/10), durante um tiroteio na MG-030. A tragédia teria sido resultado de uma promessa de vingança do suspeito, de 30 anos, contra o pai da menina.

De acordo com o boletim de ocorrência, o responsável pela criança dirigia um Fiat Uno bege. A esposa, de 23 anos, e a filha do casal eram passageiras. A família voltava de Nova Lima em direção a Rio Acima quando percebeu que estava sendo perseguida por um Honda Civic.

Em determinado momento, o condutor do Honda emparelhou com o Fiat, disparou cerca de dez tiros, atingiu o motorista e a criança e fugiu.

Ao tentar seguir em busca de atendimento médico, o condutor perdeu os sentidos e, consequentemente, o controle do carro. O veículo bateu em uma cerca em meio à vegetação às margens da rodovia.

A mulher pediu socorro, e a Polícia Militar (PMMG) foi acionada. Ao chegar ao local, os militares a encontraram com a menina no colo. A criança foi atendida pelo Samu, porém sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu no hospital de Rio Acima. O motorista foi encontrado já sem vida no interior do veículo.

Vingança?

A mãe informou aos policiais que o autor seria um indivíduo que ameaçou o marido de morte na última sexta-feira (2/10). Naquele dia, o marido foi absolvido durante um julgamento pela acusação de tentativa de assassinato, também com arma de fogo, contra o suspeito.

Ao ir até a casa do suspeito, a polícia informou que ele tentou fugir do local pelo telhado, mas foi impedido e preso. Familiares do suspeito tentaram impedir a prisão, sem sucesso. Questionado sobre o assassinato, o autor afirmou que havia saído com um colega, mas não informou qual carro havia utilizado nem o horário.

No lote, onde há outras residências, foram encontrados dois sacos de substâncias semelhantes à cocaína dentro de uma geladeira desativada. No quarto do suspeito, também foram encontrados um pino de cocaína e uma bucha de maconha. O material foi apreendido.

A perícia da Polícia Civil (PCMG) esteve no local para realizar os trabalhos de praxe.

Morto por "engano"

A situação vivenciada pela pequena Maittê Luíza foi a mesma enfrentada pela família de Heitor Felipe Moreira, de 9 anos, morto em uma chacina durante uma festa de aniversário em um sítio, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 2024.

Dois homens armados invadiram a festa de aniversário de Heitor e atiraram contra as pessoas durante a celebração. O aniversariante, o pai dele, Felipe Moreira Lima, de 26 anos, e a prima Laysa Emanuele, de 11, morreram no local.

Felipe era alvo de assassinos por causa do tráfico de drogas no Morro Alto, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e estava em guerra com traficantes do Bairro Bela Vista, segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar.

Os líderes do tráfico do Bairro Bela Vista queriam que Felipe comercializasse os entorpecentes fornecidos por eles, mas ele já tinha um fornecedor e não queria fechar parceria com os traficantes do Bela Vista. Felipe e a família recebiam ameaças de morte havia pelo menos três meses.

Além dos três mortos, outras três pessoas foram baleadas e encaminhadas a uma unidade de saúde. Uma adolescente, de 13 anos, foi baleada na canela. Uma jovem, de 19, foi ferida na nádega, e uma mulher, de 41, foi baleada nas costas e na cintura.

Durante o crime, uma mulher entrou em luta corporal com o suspeito, de 23 anos, para tentar impedir que ele atirasse em mais pessoas. Ela contou à Polícia Militar que, durante a luta, o segundo suspeito fez disparos contra ela, mas não foi atingida.

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Horas depois do crime, o homem de 23 anos, reconhecido pelas testemunhas, deu entrada na UPA com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo no joelho, no tórax e no quadril. A polícia acredita que o suspeito tenha sido atingido pelo próprio comparsa durante a luta corporal com a mulher que tentou impedir a ação.

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