Hospital de BH passa a oferecer nova tecnologia para tratar AVC
PBH anunciou oficialmente nesta terça-feira (6), às 10h, o Serviço de Trombectomia Mecânica no Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro (HMDCC)
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A Secretaria Municipal de Saúde inaugurou nesta terça-feira (6) o Serviço de Trombectomia Mecânica no Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro (HMDCC). O procedimento amplia as opções de tratamento para pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico na rede pública de Belo Horizonte.
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O HMDCC é a primeira unidade do SUS-BH e a segunda de Minas Gerais a oferecer a tecnologia pelo Sistema Único de Saúde. O serviço funcionará na Unidade de AVC do hospital.
O que é a trombectomia mecânica?
Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a trombectomia mecânica é um procedimento minimamente invasivo usado para retirar coágulos que bloqueiam as artérias do cérebro durante um AVC isquêmico.
O procedimento é realizado por meio de um cateter, inserido geralmente pela virilha e conduzido até o local do bloqueio. O coágulo pode ser retirado com um stent, por aspiração ou pela combinação das duas técnicas.
Com a retirada do coágulo, o fluxo sanguíneo cerebral é restabelecido, o que reduz o risco de sequelas.
Janela de atendimento
Até então, a principal opção disponível na rede pública era a trombólise, que utiliza medicamentos para dissolver o coágulo. O tratamento deve ser iniciado, em geral, até 4,5 horas após o início dos sintomas.
A trombectomia pode ser realizada nas primeiras horas após o AVC e, em pacientes selecionados, até 24 horas depois. A indicação depende da avaliação clínica e de exames de imagem.
"Com a trombectomia, conseguimos ampliar esse tempo e fazer com que os pacientes saiam de uma situação de AVC com menores sequelas ou quase nenhuma”, ressalta o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte.
Como será o atendimento no SUS-BH
Segundo a PBH, a inclusão da trombectomia não altera o fluxo de atendimento de urgência. Pacientes com suspeita ou sintomas de AVC continuam sendo transportados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
No Hospital Célio de Castro, o neurologista faz a avaliação inicial e, quando necessário, o procedimento é definido em conjunto com o neurorradiologista intervencionista.
A diretora executiva da instituição, Cristina Peixoto, destacou a importância da oferta do procedimento pelo SUS:
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"Vamos oportunizar para os pacientes do SUS o que os pacientes de planos de saúde já têm", pontuou.