A morte de um colombiano de 34 anos, encontrado em estado de decomposição em Ibirité, é o mais recente desdobramento de uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais contra um esquema de agiotagem na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Militar, a vítima, conhecida como ‘Oscar Colombiano’, atuava como agiota, o que conectou o homicídio a uma apuração mais ampla sobre empréstimos ilegais e cobranças violentas na região.
Diferente do que se poderia supor, a descoberta do corpo não foi o ponto de partida das investigações. A Polícia Civil já apurava a atuação de grupos de agiotas na Grande BH desde 2024, em uma ação que resultou na "Operação Bola de Neve", com prisões realizadas em fevereiro e julho de 2026.
O homicídio do colombiano, ocorrido nessa terça-feira (29/9), adiciona uma nova camada ao caso, e a polícia agora apura se a morte foi resultado de um acerto de contas interno ou de uma disputa entre grupos rivais.
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Como funciona o esquema de agiotagem?
O modelo de atuação da rede investigada, segundo a polícia, segue um padrão criminoso bem definido para atrair e pressionar as vítimas, que são principalmente pequenos comerciantes:
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Oferta de crédito rápido: Os criminosos oferecem dinheiro de forma ágil e sem burocracia, facilitando o acesso para pessoas com restrições de crédito.
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Aplicação de juros abusivos: As taxas de juros impostas, que podem variar de 6% a 20%, tornam a dívida praticamente impagável, criando um ciclo de dependência para o devedor.
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Cobrança violenta: Quando as vítimas não conseguem pagar, o grupo utiliza métodos de intimidação, que incluem ameaças, agressões físicas e até mesmo sequestro para forçar a quitação do débito.
Quem era o homem encontrado morto?
A vítima, segundo informações da Polícia Militar, era um colombiano de 34 anos que atuava como agiota na região. Seu corpo foi encontrado com três perfurações de tiros nas costas. A identificação de sua atividade criminosa foi fundamental para que o caso fosse imediatamente vinculado às operações em andamento contra os esquemas de empréstimo ilegal.
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Quais os próximos passos da Polícia Civil?
O foco da investigação agora se divide em duas frentes. A primeira é solucionar o homicídio, identificando os autores e a motivação do crime. A segunda é utilizar as informações deste caso para aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo, buscando identificar outros integrantes, desde os financiadores até os cobradores. As autoridades continuam o trabalho para desmantelar completamente a rede, dando sequência às prisões já efetuadas em fases anteriores da operação.
