Mais de 200 servidores da Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, perderão o acesso ao estacionamento gratuito da instituição a partir desta quinta-feira (24/9), em razão da estruturação de uma Parceria Público-Privada (PPP) que prevê a construção do Complexo de Saúde Hospital Padre Eustáquio (HoPE) e do novo Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen-MG) no local. A medida afeta duas áreas do terreno do antigo Hospital Galba Veloso, no Bairro Gameleira, Região Oeste, pertencente à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), e impacta funcionários que haviam assinado um termo abrindo mão do auxílio-transporte em troca da vaga.

Com a mudança, os trabalhadores se veem sem o local para estacionar e sem o benefício financeiro para o deslocamento. O grupo estuda agora a possibilidade de uma ação judicial para reverter a situação, enquanto a fundação busca soluções alternativas.

Leia Mais

O que aconteceu com o estacionamento da Funed?

O estacionamento da Funed está sendo parcialmente desativado. Duas áreas localizadas no terreno do antigo Hospital Galba Veloso, no Bairro Gameleira, deixarão de ser acessíveis para mais de 200 funcionários a partir desta quinta-feira (24/9). A fundação manterá vagas internas, mas isso não será suficiente para atender todos os servidores que utilizavam o benefício.

Por que os servidores da Funed abriram mão do auxílio-transporte?

Os funcionários dispensaram o benefício do auxílio-transporte para garantir o direito a uma vaga gratuita no estacionamento da fundação. O acordo foi oficializado por meio de um termo de renúncia assinado individualmente por cada servidor no Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Na prática, a troca era vantajosa para quem utilizava veículo próprio para ir ao trabalho. A assinatura do documento formalizou a escolha, mas agora, com o fechamento do espaço, os servidores ficaram sem nenhuma das duas opções que tinham anteriormente.

Qual é a situação atual dos funcionários?

Com o encerramento do acesso ao estacionamento, os servidores se encontram em uma situação delicada: não possuem mais a vaga de garagem e também não recebem o valor correspondente ao deslocamento diário, já que renunciaram formalmente ao benefício.

Diante do impasse, o grupo de funcionários afetados avalia a possibilidade de ingressar com uma ação judicial para reaver o direito ao auxílio ou buscar uma compensação pela perda do estacionamento. A principal reivindicação é que, com o fim da contrapartida (a vaga), o benefício do transporte seja restabelecido.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Qual a resposta da Funed sobre o caso?

A direção da Funed informou que está ciente do problema e busca alternativas para minimizar o impacto. A instituição está avaliando a viabilidade de contratar vagas em estacionamentos próximos à sua sede para atender aos funcionários.

compartilhe