Em assembleia realizada nesta quarta-feira (16/9) no auditório do Sindicato dos Professores (Sinpro Minas), os professores da rede particular de ensino de Belo Horizonte e Região Metropolitana votaram por manter a paralisação das atividades por tempo indeterminado. De acordo com o Sinpro Minas, dezenas de escolas foram afetadas pela paralisação parcial ou total esta manhã. 

Ao fim da assembleia, os professores seguiram em ato simbólico pelas ruas do Bairro Floresta, reivindicando a valorização da categoria. 

Professores da rede privada de ensino fizeram passeata em ato simbólico ao fim da assembleia nesta quarta-feira (16/9)

Divulgação/Sinpro Minas

A paralisação convocada pelo Sinpro Minas é motivada por uma proposta do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) para dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, que atualmente é a mesma para todos, em duas: uma para a educação básica e outra para o ensino superior. Tal mudança resultaria em direitos e benefícios distintos para professores das diferentes etapas de ensino.

Na última quinta-feira (10/9), os docentes já haviam rejeitado a proposta patronal de dividir a Convenção alegando que a divisão enfraquece a capacidade de negociação coletiva e abre espaço a novos ataques a conquistas históricas, como as bolsas de estudos e a isonomia salarial. Na ocasião foi convocada a suspensão das atividades nesta quarta e a convocação da assembleia. 

“Estamos diante de uma tentativa de dividir uma categoria que historicamente construiu sua força por meio da unidade. E como estamos sem Convenção assinada, há escolas que já não estão aplicando nossos direitos, entre eles as bolsas de estudos, em total desrespeito a quem dedica uma vida à sala de aula”, afirma Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas.

Em nota, o Sinepe-MG informou que, das aproximadamente 4.200 escolas particulares em todo o estado, não houve registro de dificuldades de atendimento em nenhuma cidade, à exceção de Belo Horizonte. Segundo o sindicato, na capital, seis das 811 escolas particulares relataram dificuldades no atendimento às famílias. 

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O sindicato afirmou ainda que “segue de portas abertas para o diálogo e para a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho, sempre com responsabilidade e compromisso com a educação mineira”.

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