O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, sancionou na quinta-feira (10/9) o projeto de lei de autoria do vereador Helton Júnior (PSD), que dá o nome de Eveline Prado Trevisan à Ecozona ou Zona 30 – quarteirão fechado, localizado na interseção das ruas Silvianópolis, Divinópolis e o Conselheiro Rocha –, no Bairro Santa Tereza, Região Leste da capital. Eveline faleceu em março deste ano em decorrência de um câncer e era conhecida por ser uma grande ativista da mobilidade urbana. 

“O presente projeto de lei é, mais que uma homenagem, um reconhecimento ao trabalho de Eveline Trevisan, mulher, filha, sobrinha, mãe, avó, colega, companheira e amiga”, afirmou o vereador Helton Junior na justificativa do projeto.

A arquiteta conduziu inúmeros projetos na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), sendo um destes a construção das primeiras Ecozonas da cidade. A mais marcante delas é a localizada no Bairro Santa Tereza, a mesma que recebeu o seu nome.

Referência profissional

Eveline era arquiteta, urbanista, mestre em ciências sociais e doutora em urbanismo, foi servidora da PBH por mais de duas décadas, se especializando em defender e promover a mobilidade ativa na capital mineira. 

"Eu acho que falar da Eveline, da minha irmã, é falar primeiro de alegria, muita alegria, muita dedicação à sua vida, à sua família. Ela era alucinada com os filhos e mais alucinada ainda com o neto, o Lino, que hoje tem oito anos. E dedicação, dedicação ao trabalho, muito dedicada", contou a irmã da arquiteta, Magali Trevisan.

A grandeza das contribuições da urbanista perpassa pelas ruas de Belo Horizonte, representando a capital mineira e o Brasil em diversos eventos em solo brasileiro e no restante do mundo, mostrando que BH sempre foi floresta de boas iniciativas urbanas.

"A gente recebeu com muito afeto e com muita emoção essa homenagem dela, porque é um reconhecimento de toda a dedicação, de tudo que ela fez com muito amor, muitas vezes passando por cima dela mesma, porque ela teve muita resistência, muita dificuldade no trabalho. Ela foi com unhas e dentes defendendo o que estava no íntimo dela, que é esse trabalho de dar mais visibilidade para os pedestres, para as pessoas que circulam, pensar menos nos carros e pensar mais nas pessoas, no indivíduo", relatou Magali.

Eveline faleceu aos 58 anos, em 30 de março, devido a complicações de um câncer no cérebro.

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*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck 

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