hIP HOP na virada

Danças urbanas dominam Viaduto Santa Tereza na Virada Cultural

Movimento Black-A Convida propõe conexão de gerações por meio da dança em um dos cartões-postais de Belo Horizonte

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Quem passou por debaixo do Viaduto Santa Tereza na manhã deste domingo (30/8) teve dificuldade para ficar parado. Desde as 9h, o Movimento Black-A ocupa o espaço ícone da cultura urbana belo-horizontina com aulas de danças ligadas à cultura hip hop exploradas de formas diferentes e abertas para o público.

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“Hoje, estamos chegando na quarta edição (e a terceira na Virada) desse evento em que trazemos as danças da década de 1970, 1980 e 1990, conectando com as novas gerações também e com danças mais atuais”, conta Luiz Fernando Black -A, idealizador do projeto.

Hoje estamos trabalhando com o Campbellock, o House, o Hip Hop freestyle e o Dancehall, sempre misturando com o que é nosso e está enraizados”, explica, relembrando do último ano, quando uniram o Miami Bass, subgênero do hip hop que foi muito popular entre as décadas de 1980 e 1990, ao passinho belo-horizontino.





Na Virada e no Viaduto

Luiz Fernando Black-A, o idealizador do projeto Black-a Convida
Luiz Fernando Black-A, o idealizador do projeto Black-a Convida Edesio Ferreira/EM/Press

A Virada Cultural assume importante papel de ferramenta de divulgação e acesso para diversos tipos de profissionais e artistas que dela participam. No caso de Black-A, o evento é uma maneira de projetar um trabalho. “Sou de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e na Virada a gente conecta muitas regiões. É uma possibilidade de trazer outros dançarinos e novas conexões.”

E ser parte da programação do baixio do Viaduto Santa Tereza, local emblemático da cena da cultura e arte urbana de BH, torna tudo mais especial. “Esse lugar é um lugar sagrado para nós. Estar nesse espaço é se sentir em casa”, conta, reforçando a frequência com que vai ao local.





Melhorias

Black-A também destacou, em entrevista ao Estado de Minas, melhorias na estrutura do evento. “Do último ano para cá, vejo que a estrutura teve um avanço muito grande. Chegamos aqui, vimos a estrutura toda montada, a qualidade do som e da iluminação, e isso é muito importante para o dançarino. A gente se sente valorizado, principalmente nós, artistas menores”, afirmou.

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