Quarteto apresenta movimento conhecido como violino popular brasileiro
Acompanhado de pandeiro, contrabaixo e pandeiro, violinista apresentou repertório voltado para seus cinco discos autorais
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A noite de sábado da Virada Cultural adentra um novo espaço: o palco do Teatro Francisco Nunes, que fica dentro do Parque Municipal. Apresentaram-se o violonista Guilherme Pimenta, acompanhado de Túlio Araújo no pandeiro, Aloízio Horta no contrabaixo e Felipe Villas Boas na guitarra.
Pimenta leva o violino ao estilo popular, com inspirações que vão desde o forró ao blues. “Essa minha pesquisa com o violino popular já tem um tempo. É uma bandeira que levanto ao acreditar que o violino não precisa ser estritamente atrelado a orquestra e a música clássica. Na verdade, ele começou sendo um instrumento que estava muito entrelaçado à dança e aos movimentos de rua”, afirma.
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Segundo ele, atualmente o Brasil vive movimento chamado violino popular brasileiro, no qual vários artistas inserem o instrumento — visto por muitos como clássico — à cultura popular. “Buscamos inserir o violino em outros contextos, no samba, no choro, no forró e na música instrumental, como trouxemos aqui hoje”, diz.
Para o repertório, selecionou faixas de seus cinco discos: “Catopê” (2019), “Tamojunto” (2022), “Só” (2023), “Pimenta jazz trio” (2024) e “Baião ma non troppo” (2025). Com improviso e inseridos na apresentação, algumas músicas precisaram ser cortadas da apresentação.
Dentre as faixas selecionadas, os músicos tocaram “Violino na roda”, “Xote Blues”, “Dendê” — uma certa mistura de ijexá com funk carioca e “Samurai”.
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Natural de Montes Claros, Guilherme já morou em BH e atualmente vive no Rio de Janeiro. “Foi a primeira vez que toquei na Virada e nesse teatro maravilhoso. Estou muito emocionado e realizado. Estou adorando, um momento tão versátil que pode levar músicas tão diferentes a ambientes tão diferentes”, diz.