SEM AULAS

Alunos do Colégio Santo Agostinho se solidarizam com greve de professores

Os estudantes do 3° ano do Colégio Santo Agostinho divulgaram uma carta em que pedem ao Sinepe-MG que considere a causa dos professores 

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Os alunos do 3° ano do ensino médio do Colégio Santo Agostinho divulgaram uma carta em que pedem que o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe) considere a causa dos professores das escolas particulares de Belo Horizonte, que estão em greve desde quarta-feira (16/9)

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Na mensagem, os alunos demonstram preocupação com a paralisação, que pode prejudicá-los às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece em novembro. Porém, reconhecem a legitimidade e a urgência da greve dos docentes, além de se declararem solidários ao movimento dos professores. 

“Por isso, nosso apelo se dirige ao Sinepe, para que tenha consideração pela causa dos professores e, também, pelos alunos das escolas particulares que são prejudicados, a curto prazo, pela paralisação das aulas, mas sobretudo, pela precarização da docência. A greve nunca teria sido precisa se houvesse transigência e diálogo por parte do Sinepe. Aos professores, portanto, nos colocamos em completa solidariedade. Nós estamos cientes da preocupação de vocês para conosco, mas compreendemos que a luta dos professores não pode ser fragmentada. Afinal, a desvalorização da categoria implica, necessariamente, a do ensino também”, diz um trecho da carta. 


Carta e manutenção da greve

Nessa sexta-feira (18/9), 19 instituições de ensino de Belo Horizonte e da Região Metropolitana, também divulgaram carta aberta em que pedem que o Sinepe-MG negocie com os professores. Também ontem, em assembleia, os professores decidiram manter a greve por tempo indeterminado.

Em nota publicada em suas redes sociais, o Sinepe-MG reconhece que o momento exige cuidado, serenidade e respeito aos professores, estudantes e famílias.

Diz ainda que “atua com cautela na construção de acordos que impactam mais de 4.200 instituições de ensino, sempre buscando preservar sua sustentabilidade, os empregos e a qualidade da educação oferecida”.

“As escolas particulares mineiras seguem, em sua maioria, abertas e em funcionamento, com paralisações restritas a instituições pontuais. A proposta do Sinepe-MG não prevê retirada de direitos dos professores, mas a organização da Convenção Coletiva de Trabalho em instrumentos específicos para a educação básica e o ensino superior, respeitando as particularidades de cada segmento”, afirma o sindicato patronal.

O Sinepe-MG conclui dizendo que continua empenhado na construção de uma solução negociada. 

Uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) está agendada para segunda-feira (21/9), às 14h30, para discutir a situação.

Leia a carta dos alunos do Colégio Santo Agostinho na íntegra: 

"Ao Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe), graça e paz! 

Em conformidade com a carta publicada por nosso colégio e as demais instituições signatárias, nós, alunos do 3° ano do Colégio Santo Agostinho - BH, expressamos nossa profunda apreensão em relação à postura do Sinepe nas negociações relativas à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). 

A menos de dois meses do Enem, a desvalorização crônica dos professores se materializou em um prejuízo imediato a nós, que estamos nos preparando para o encerramento do ciclo escolar. A paralisação das aulas, agora, se estende de maneira preocupante, tanto para os professores que se prepararam para este momento crucial do ano quanto para nós que precisamos, mais do que nunca, de seu suporte. 

Reconhecemos a legitimidade e a urgência da greve em um contexto que, mais uma vez, desmerece uma categoria tão imprescindível para a sociedade. Por isso, nosso apelo se dirige ao Sinepe, para que tenha consideração pela causa dos professores e, também, pelos alunos das escolas particulares que são prejudicados, a curto prazo, pela paralisação das aulas, mas sobretudo, pela precarização da docência. 

A greve nunca teria sido precisa se houvesse transigência e diálogo por parte do Sinepe. Aos professores, portanto, nos colocamos em completa solidariedade. Nós estamos cientes da preocupação de vocês para conosco, mas compreendemos que a luta dos professores não pode ser fragmentada. Afinal, a desvalorização da categoria implica, necessariamente, a do ensino também. 

Atenciosamente, 

Representantes do 3° ano do Colégio Santo Agostinho". 


Leia a nota do Sinepe-MG na íntegra: 


"O SinepeMG reconhece que o momento exige cuidado, serenidade e respeito aos professores, estudantes e famílias.

Como representante de instituições particulares de educação básica, técnica e superior, a entidade tem a responsabilidade de considerar as diferentes realidades de cada segmento. Por isso, atua com cautela na construção de acordos que impactam mais de 4.200 instituições de ensino, sempre buscando preservar sua sustentabilidade, os empregos e a qualidade da educação oferecida.

As escolas particulares mineiras seguem, em sua maioria, abertas e em funcionamento, com paralisações restritas a instituições pontuais. A proposta do SinepeMG não prevê retirada de direitos dos professores, mas a organização da Convenção Coletiva de Trabalho em instrumentos específicos para a educação básica e o ensino superior, respeitando as particularidades de cada segmento.

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O SinepeMG permanece empenhado na construção de uma solução negociada. Estão previstas uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho, na segunda-feira, e uma nova reunião de negociação na terça-feira, dia 22 de setembro."

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