Greve nos Correios: veja motivos da parada e chances de atraso nas entregas
Sintect-MG detalha perda de gratificação de férias, adicionais e mudanças no plano de saúde; entidade afirma que impacto nas entregas dependerá da adesão dos trabalhadores de cada unidade
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A assembleia geral dos trabalhadores dos Correios de Minas Gerais aprovou, por unanimidade, a paralisação por tempo indeterminado após reunião realizada na noite de quinta-feira (10/9). Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais (Sintect-MG) detalhou os pontos centrais da proposta apresentada pela empresa na negociação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que motivaram o início da greve.
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Segundo o Sintect-MG, a direção da estatal propôs alterações em cláusulas históricas. Além de transferir integralmente aos trabalhadores o custo do plano de saúde – ponto considerado o mais grave pela entidade –, a pauta de cortes apresentada inclui:
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A retirada da gratificação de férias de 70%;
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A eliminação do pagamento de 200% sobre o trabalho prestado em dias de repouso;
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O fim do pagamento do "ticket extra", benefício histórico concedido no encerramento do ano.
"Não há negociação possível com uma proposta que transfere custos aos trabalhadores e desmonta direitos consolidados", afirmou o sindicato na nota, atribuindo a responsabilidade do movimento à direção dos Correios.
Funcionamento de agências e entregas no estado
Em resposta aos questionamentos sobre a operação das agências e o eventual atraso na entrega de encomendas em Belo Horizonte e no interior do estado, a diretoria do Sintect-MG esclareceu que a paralisação não ocorre de forma uniforme em todas as unidades.
De acordo com Leonan Melo Flôres, diretor do Sintect-MG, a decisão de aderir ao movimento grevista é individual e voluntária, aberta a qualquer trabalhador concursado da empresa, independentemente do setor de atuação.
Por conta disso, a entidade ressalta que ainda não é possível estimar prazos de atrasos nem precisar quais áreas serão mais afetadas.
"A adesão à greve é voluntária, por isso pode haver unidades operando com 100% da capacidade e outras totalmente paralisadas. Não conseguimos precisar neste momento quais setores específicos serão afetados, pois dependerá do engajamento dos funcionários de cada local", explicou o diretor.
Leonan ponderou, contudo, que caso ocorra uma adesão expressiva da categoria, todo o fluxo de serviços prestados pelos Correios na região poderá sofrer impactos.
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*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck