Um homem de 39 anos morreu depois de trocar tiros com policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O confronto ocorreu na noite desse domingo (30/8), na Estrada das Lagoas.

De acordo com a Polícia Militar, a equipe havia se deslocado até o endereço para verificar uma denúncia sobre pessoas envolvidas em crimes violentos na região. Durante a aproximação da residência, os militares perceberam movimentação no interior do imóvel. A porta de vidro da casa estava entreaberta.

Pouco depois, os policiais ouviram um disparo vindo dos fundos do lote. Ao se abrigarem, avistaram o homem saindo pela lateral da residência com uma arma de fogo. Os militares deram ordem para que ele soltasse o armamento, mas, conforme o relato da corporação, o suspeito não obedeceu.

O homem então pulou o muro do lote ainda com a arma em mãos e efetuou um novo disparo na direção dos policiais. Os dois militares reagiram e atiraram. O homem foi atingido.

Mesmo ferido, ele foi levado com vida para a UPA de Mateus Leme. Segundo a Polícia Militar, o homem deu entrada na unidade ainda vivo, mas morreu no hospital.

Uma mulher e três crianças estavam dentro da residência no momento da ocorrência. Inicialmente, ela disse aos militares que não conhecia o homem. Depois, porém, voltou atrás e afirmou que havia mentido por medo.

Segundo o relato apresentado à PM, os dois mantinham um relacionamento afetivo havia aproximadamente um ano. A mulher contou que o homem frequentava a casa regularmente e havia deixado recentemente o sistema prisional.

Ela também relatou episódios anteriores de agressão e disse que já havia acionado a Polícia Militar contra ele. Conforme o depoimento, o homem fazia uso de álcool e drogas.

A mulher afirmou ainda que percebeu a chegada dos policiais e, na sequência, ouviu o disparo vindo do fundo do lote e os militares dando ordens ao homem.

A perícia esteve no imóvel e realizou os trabalhos necessários para a apuração da ocorrência. Também foram adotadas as medidas de polícia judiciária militar.

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A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou o caso. O registro foi posteriormente encaminhado à Segunda Delegacia de Polícia de Mateus Leme.

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