Em meio às operações para sufocar os recentes confrontos armados entre facções criminosas no Bairro Jardim Laguna, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Polícia Militar de Minas Gerais mobilizou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) após localizar explosivos escondidos em um imóvel abandonado da comunidade. A apreensão ocorreu durante uma incursão do patrulhamento ostensivo com o apoio do Canil da corporação na área conhecida como Norte do Amaral.

A ação teve início quando os cães farejadores da equipe Roca (Rondas com Cães) sinalizaram a presença de entorpecentes em uma construção abandonada em um beco da região. No local, os militares encontraram sacolas com maconha e crack prontas para a venda. Ao aprofundarem as buscas em meio aos entulhos do lote vago, os policiais avistaram a ponta de um plástico dentro de um cano de PVC de 100 milímetros. Ao puxar o material esperando encontrar mais drogas, a guarnição viu que se tratava de dinamite.

Diante do risco potencial, o local foi imediatamente isolado e o os militares acionaram a equipe do Esquadrão de Bombas para a remoção segura do artefato. Segundo a avaliação técnica repassada ao capitão Carlos Coelho, os explosivos encontrados estavam desgastados e eram velhos. Também não tinham detonador acoplado no momento, não havendo portando risco de detonação espontânea no local.

O material foi recolhido em segurança para posterior neutralização e destruição. "A Roca vem diariamente fazendo incursões no Norte do Amaral com os cães farejadores. Encontramos drogas prontas para venda e esse artefato dentro de um cano de PVC. O local foi isolado, o Esquadrão de Bombas fez a recolha e constatou potencial zero de explosão por falta do detonador", explicou o capitão. 

Questionado sobre a ligação direta do explosivo com as recentes disputas de facções no bairro, o capitão ponderou que a dinâmica de ocultação do artefato indica que se trata de um material antigo e descartado, sem relação direta com os episódios recentes de confronto no local. "Pela característica do material e pela forma como estava guardado no entulho, creio que não seja voltado para essa situação atual. Era apenas um esconderijo antigo. A perícia foi acionada e o registro será encaminhado à Polícia Civil para investigar a origem", afirmou o oficial. Nenhum suspeito foi localizado no beco no momento da abordagem.

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A Polícia Militar reforçou que a presença das tropas especializadas, do 18º Batalhão e do GEPAR continuará de forma ininterrupta, garantindo patrulhamento 24 horas por dia no Jardim Laguna para impedir que grupos criminosos tomem o controle das vias da comunidade e para devolver a tranquilidade aos moradores.

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