Ex-comandante da PM é autuado por importunação sexual em Juiz de Fora
Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante do militar de 59 anos, que foi encaminhado a uma unidade indicada pela Justiça. Procedimento já está no Judiciário
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O tenente-coronel da reserva Welton José da Silva Baião, de 59 anos, ex-comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e ex-comandante do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo, foi autuado por importunação sexual após ser preso em flagrante durante uma viagem de ônibus entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro. O caso foi recebido pela Delegacia de Polícia Civil de Plantão em Juiz de Fora, na Zona da Mata, onde foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD).
O flagrante foi ratificado e, após os procedimentos de polícia judiciária, o investigado foi encaminhado à unidade indicada pela autoridade competente, ficando à disposição da Justiça. O procedimento foi posteriormente remetido ao Poder Judiciário.
De acordo com a Polícia Civil (PCMG), o atendimento ocorreu na Delegacia de Plantão de Juiz de Fora, para onde o investigado foi levado após a prisão. A partir da análise da ocorrência e dos procedimentos realizados pela autoridade policial, a prisão em flagrante foi mantida.
A atualização representa um avanço na apuração do caso, que inicialmente havia sido divulgado como uma suspeita de assédio sexual envolvendo o militar reformado. Com a atuação da Polícia Civil, a ocorrência foi formalizada como crime de importunação sexual.
Suspeita ocorreu dentro de ônibus
Conforme o relato registrado na ocorrência, uma passageira de 34 anos denunciou que o homem, sentado atrás dela, teria tocado repetidamente seu corpo com os pés e, posteriormente, tentado apalpá-la com as mãos, chegando a encostar em sua coxa.
O episódio ocorreu durante a viagem. Depois que a situação foi percebida, o motorista teria parado o ônibus nas proximidades do Posto Galo na Avenida Antônio Simão Firjan, em Juiz de Fora. O suspeito desembarcou e, segundo a Polícia Militar, tentou deixar o local.
Com auxílio de passageiros, ele foi localizado nas proximidades e contido até a chegada dos policiais. A vítima e testemunhas também foram encaminhadas à Delegacia de Plantão da Polícia Civil.
Na ocasião, o investigado negou a prática do crime e afirmou que eventual contato com a passageira teria ocorrido de maneira acidental, em razão do espaço reduzido entre as poltronas.
A Polícia Militar informou anteriormente que, por se tratar de um suposto crime comum, a ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, responsável pelos procedimentos de investigação.
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Caso agora está nas mãos da Justiça
Com a ratificação do flagrante, a situação deixou a esfera exclusivamente policial e passou a tramitar também no Poder Judiciário. A Polícia Civil informou que o procedimento já foi remetido à Justiça, que deverá analisar as medidas cabíveis no processo.
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O envio do procedimento não significa, por si só, uma definição sobre a responsabilidade criminal do investigado. A apuração e a tramitação judicial deverão esclarecer as circunstâncias do caso e assegurar às partes o direito à defesa.