Fortes rajadas de vento atingiram os estados de São Paulo e Rio de Janeiro nessa quarta-feira (29/7), provocando destruição e cinco mortes. Dados da Defesa Civil de São Paulo apontam para rajadas de vento de até 124,9 km/h. A ventania, entretanto, não deve chegar a Minas Gerais, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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"Foi a aproximação de uma frente fria, que encontrou um ambiente quente e mais seco, provocando aceleração dos ventos", explica Anete Fernandes, meteorologista do Inmet. "Como o sistema avançará pelo oceano, não tem chance de atingir a Região Metropolitana de Belo Horizonte ou outras regiões do estado", completa.
Ela explica ainda que uma situação semelhante ocorreu em Uberaba, no Triângulo Mineiro, no último sábado (25/7), quando foi registrado vento de 106 km/h.
Nessa quarta-feira, durante a ventania no Rio de Janeiro e em São Paulo, houve rajadas da ordem de 50 km/h em localidades do Sul de Minas e Zona da Mata.
Estragos causados pelo vento
As cidades paulistas que registraram as rajadas mais fortes foram Itaporanga e Itaí, segundo a Defesa Civil, com ventos de 124,9 km/h. Em Taquarituba, chegou a 117 km/h; e, em Santos, a máxima foi de 111,8 km/h. Em Itanhaém, houve rajadas de até 103 km/h.
A primeira morte ocorreu em Santos (SP), onde as rajadas chegaram a 111,8 km/h às 12h40, segundo a prefeitura. Um homem em situação de rua foi atingido por uma árvore que caiu na Avenida Almirante Cochrane, no Canal 5, e morreu no local. A segunda morte relacionada ao vendaval ocorreu em Sorocaba (SP), quando uma árvore caiu sobre um carro e matou seu condutor.
A terceira foi um homem de 50 anos que estava em um barco de pesca que naufragou na altura do Bairro Cigarras, em São Sebastião, litoral norte do estado. Além dessas mortes, um avião de pequeno porte caiu na zona rural de Mogi Mirim e o piloto morreu carbonizado, mas o acidente ainda não é vinculado à ventania.
Em boletim, a prefeitura santista divulgou que houve 23 quedas de árvores, além de seis quedas de muros e destelhamento de casas na cidade. Houve ainda a queda de um contêiner no Porto de Santos, que atingiu a rede elétrica.
Segundo a Defesa Civil do Rio de Janeiro, duas pessoas morreram, após o desabamento de um muro e há buscas por um pescador desaparecido em Angra dos Reis, no sul do estado.
Até o início da noite dessa quarta-feira, o Corpo de Bombeiros do Rio havia sido acionado para cinco desabamentos, 31 salvamentos de pessoas e 93 cortes de árvores. Viaturas, ambulâncias e embarcações foram mobilizadas.
Em ambos os estados houve interrupção de voos e do serviço de transporte público, assim como queda de energia que afetou milhares de residências.
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Com informações da Folhapress
