O Mercado Novo, no Hipercentro de Belo Horizonte, quebrou um recorde neste mês: o espaço recebeu um público de aproximadamente 480 mil pessoas. Esse número, segundo a administração, foi registrado pelos equipamentos de contagem instalados nas entradas. Em relação ao mesmo período do ano passado, o aumento na frequência foi de 20%.
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"Hoje, a gente vive o melhor momento da história do mercado", avalia Luiz Felipe de Castro, síndico da construção de aproximadamente 36 mil m². Ele atribui o número recorde de visitantes em julho ao período de férias e também à Copa do Mundo, para a qual foi montada a chamada Arena Pirata, com transmissão de jogos. Durante o Mundial, que foi realizado entre 11 de junho e 19 de julho, a administração contabilizou 550 mil visitantes.
Graças ao grande número de frequentadores, o Mercado Novo emprega, de maneira direta, cerca de 3 mil pessoas e registra 95% de ocupação, com 1.200 negócios em atividade, segundo Luiz Felipe. Há exatos 10 anos, quando o local estava em franco declínio, esse índice estava entre 30% e 40%, ainda de acordo com o síndico.
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O grande percentual de ociosidade, aliás, foi um problema que o Mercado Novo enfrentou desde que começou a funcionar, na década de 1960. Planejado para substituir o Mercado Central, o edifício acabou disputando o público com o centro de compras mais antigo e tradicional, que levou a melhor. "A gente nunca viveu um momento como esse", acrescenta Luiz Felipe ao destacar essa trajetória.
O síndico atribui essa volta por cima, cerca de 60 anos depois da abertura do Mercado Novo, à diversificação e à valorização de produtos e serviços regionais, ligados à cultura mineira, além de atrações aos fins de semana, como feira de cutelaria e de artigos de brechós.
Planos
Diante do sucesso da programação para a Copa do Mundo, Luiz Felipe afirma que o Mercado Novo também terá atrações para a Semana da Criança e o Natal, mas explica que os detalhes só serão divulgados oportunamente. A ideia, segundo ele, é seguir explorando as heranças mineiras.
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A realização de grandes shows ou eventos noturnos, que foram realizados até 2017 no último andar do edifício, então chamado de Mercado das Borboletas, não está nos planos. O administrador destaca que o espaço funciona 24 horas por dia e tem atrações para públicos mais boêmios, mas em menor volume. "Atualmente, recebemos cerca de 200 pessoas, simultaneamente, durante a madrugada", explica.
